quarta-feira, 27 de abril de 2011

Os vilões que atrapalham o seu orgasmo

Às vezes, chegar lá pode ser mais difícil do que a gente imagina.
Pule esta reportagem agora quem nunca perdeu um orgasmo na vida. Continua lendo? Não está sozinha. Muitas de nós sofrem com a anorgasmia, disfunção que dificulta ou, em casos extremos, nos impede de atingir o clímax, o topo da excitação, o céu. Existem quatro tipos. O mais comum, chamado situacional, faz com que só consigamos com determinadas carícias (masturbação, por exemplo). Além dele, também tem o primário, caso de quem nunca nem sequer experimentou; o secundário, quando a gente de repente para de ir aos finalmentes; e o total, quando nenhum estímulo é suficiente para nos fazer chegar láhhh. A disfunção é mesmo uma das maiores vilãs do êxtase feminino.



Conhecendo o inimigo

A anorgasmia tem várias causas — e nem todas são psicológicas. Por isso, os terapeutas aconselham nunca achar que as dificuldades só existem na sua cabeça nem guardar suas angústias e dúvidas (conte tudo a quem pode ajudar, começando por uma conversa franca com o médico). Elas podem ter sido desencadeadas por cicatrizes ou danos aos nervos provocados por cirurgias ginecológicas. Fora o uso de drogas, álcool ou certos medicamentos, como os que controlam a pressão arterial, os antiestamínicos e os antidepressivos. Que o diga a empresária paulistana Mariana, 26 anos: “Estava trabalhando e fazendo pós-graduação, o que é barra pesada. Para complicar ainda mais, meu namorado foi transferido para o Rio. Não conseguia dormir e me sentia tão destruída que fui ao médico. Ele receitou antidepressivos e pílula contra ansiedade.” A insônia sumiu, mas, quando foi passar um feriadão com o lindo, descobriu os efeitos colaterais. “Nem sentia vontade de transar. Na cama, parecia uma morta-viva e me peguei pensando: ‘Será que ele não vai se satisfazer de uma vez para acabar logo com isso?” Percebendo que Mariana não era mais a mesma, o namorado até sugeriu procurarem estímulos extras em uma Sex Shop. Diz ela que saíram da loja com a sacola cheia de brinquedinhos, vibradores e livros. Deu certo. Não chegou a ser uma glória na primeira vez, mas o tesão aumentou e facilitou o orgasmo — embora tenha demorado mais que de costume. De volta a São Paulo, a moça conversou com o terapeuta, que a ajudou a conciliar os remédios com o desejo. Mariana acabou dispensando os antidepressivos antes do que imaginava.

No caminho do prazer

Excluída uma causa física, vale checar o fator emocional. São desmancha-prazeres de marca maior a própria ansiedade de ter um orgasmo, a culpa provocada por uma educação sexual rígida, alguma crença religiosa ou cultural que interfere no prazer, além do medo de engravidar ou de pegar uma doença sexualmente transmissível. O tratamento varia, óbvio, dependendo do tipo de anorgasmia. Para quem nunca experimentou essa explosão de sensações (cerca de 5 a 10% das mulheres), os terapeutas tentam ajudá-la a relaxar e se sentir segura, aumentando a sua capacidade de reagir positivamente aos estímulos sexuais. É o caso da mulher que está ansiosa achando que não vai conseguir ou assustada com a possibilidade de se descontrolar ou ainda fisicamente incomodada sem saber o que esperar. “Já as que sofrem da secundária só precisam aprender novos truques para chegar lá — afinal, já conhecem o caminho e sabem que são capazes de trilhá-lo”, explica Elna McIntosh, terapeuta sexual e uma das maiores autoridades no assunto. No caso da anorgasmia em situações específicas, a mulher precisa de ajuda para identificar as circunstâncias favoráveis e, em seguida, melhorar sua comunicação.
Aconteceu com a dentista Juliane, de 24 anos, que teve a primeira experiência sexual quando tinha 17 anos. “Demorei para me decidir, mas fiz porque queria, e não por pressão do namorado. Apesar disso, na hora H, entrei em pânico. Tanto que contrai demais os músculos da vagina e a penetração foi superdolorosa. Minha vontade era pular da cama e correr para casa”, diz. A experiência ruim se repetiu com outros parceiros. Apesar de sentir vontade de transar, ficava tão tensa que tornava o ato quase impossível. Não é surpresa que não soubesse o que era um grand finale. Nem mesmo com a masturbação. Durante anos, fez vários tratamentos e visitou uma lista de médicos. “Um deles chegou a dizer que eu precisava operar para aumentar a abertura da vagina e cortar alguns músculos. Só não encarei a mesa de cirurgia porque morri de medo”, lembra. Um namorado apaixonado e sensível sugeriu recorrerem à terapia juntos. O primeiro alívio foi descobrir que seu problema era comum — estima-se que 70% das mulheres ficam ou já ficaram a ver navios. Depois de alguns meses de sessões, com direito a exercícios e orientações de como tocar o outro, o casal finalmente espantou o grande vilão da cama. “Não aconteceu de uma hora para outra. Vivemos um processo lento, mas surpreendente. O primeiro orgasmo foi totalmente inesperado. Caí no choro de felicidade.”

Sexo e Amor >> Orgasmo Já

Ter orgasmos é uma obrigação?

Suas amigas dizem chegar láhhh múltiplas vezes. Já você, por mais que se concentre, não consegue ter orgasmo em todas as transas. Normal, certo? Não para um número cada vez maior de mulheres. Entenda por que a cama da vizinha é sempre mais quente. Quer dizer, pelo menos na sua cabeça.



Quando Paula, advogada de 25 anos, almoça com as amigas, ouve histórias sobre orgasmos múltiplos e sexo de três horas seguidas. À noite, ao encontrar o namorado, decide que não sairá do quarto até sentir as paredes tremerem. O problema é que o clímax não acontece dessa vez... Não que a moça sempre tenha dificuldade para alcançá-lo, mas, pensando bem, ele não ocorre em tooodas as transas. Será que existe algo de errado com ela? Não, não há. O que impediu Paula de, literalmente, relaxar e gozar foi a pressão que colocou em si mesma. Parece bobagem, mas esse medo de falhar é mais comum do que se imagina. O estudo Vida Sexual do Brasileiro, realizado pelo Hospital das Clínicas de São Paulo, mostrou que quase 51% das mulheres apresentam algum tipo de impedimento sexual — e os dois mais citados foram dificuldade de excitação e de ter um orgasmo. “Percebo que cada vez mais mulheres me procuram preocupadas por não conseguirem chegar ao clímax. Elas acham que têm algum problema anatômico quando, na verdade, apenas internalizaram uma pressão social”, diz a ginecologista Flávia Fairbanks, de São Paulo. Trocando em miúdos, estamos sofrendo com a tal ansiedade de desempenho (sim, a mesma que pode causar ejaculação precoce nos homens). Funciona assim: a pessoa estabelece uma meta (por exemplo: atingir o ápice do prazer em até dez minutos) e, quando não consegue cumpri-la na primeira vez, acha que nunca mais será capaz, mesmo que prove todas as táticas do Kama Sutra. E esses objetivos impostos estão cada vez mais difíceis de ser alcançados. Por exemplo: em filmes eróticos, é comum ver atrizes chegando ao orgasmo por meio da penetração. Logo, as mulheres começam a se cobrar o mesmo prazer na vida real, quando todo mundo sabe que a grande maioria precisa de estimulação clitoriana. E, aí sim, por causa dessas cobranças, pode-se desenvolver uma disfunção — que, vamos deixar claro: tem origem psicológica, não física.

Escravas da performance

Há 60 anos, muita gente nem sabia que existia orgasmo feminino. Com a revolução sexual, a mulher conquistou esse prazer antes reservado aos homens — mas também assumiu certas preocupações que eram só deles. Hoje, espera-se que elas tenham mais de um orgasmo e cheguem lá cada vez mais rápido, independentemente das habilidades do parceiro. E, se o orgasmo não vem, simular é a solução: de acordo com uma pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha no início do ano, mais de 50% das brasileiras admitiram já ter fingido orgasmos.

A melhor atriz da cama

Segundo o terapeuta sexual Flávio Gikovate, o que parece um desejo de agradar é, na verdade, uma manifestação da vaidade. Ser altamente orgástica está relacionado à ideia de ser boa de cama. E, convenhamos, ninguém quer ficar para trás nesse quesito. Para ele, a preocupação excessiva com a performance é causada pela alta exposição do tema. “Hoje, fala-se muito sobre sexo, mas isso não quer dizer que a questão esteja bem resolvida. Muito pelo contrário: o padrão de excelência passou a ser ditado pelos filmes pornôs — que é uma forma válida de estimulação, desde que não se transforme em parâmetro do que é normal ou prazeroso.”

Vendo estrelas (que não estão lá)

Como não existe um orgasmômetro capaz de medir quanto prazer é normal sentir, nem perca seu tempo comparando o seu com o das amigas. E quem garante que elas estão falando a verdade? “Como ninguém quer ficar fora do padrão, a tendência é exagerar mesmo”, diz Flávia. Na média, apenas 39% das mulheres afirmam atingir o ponto máximo de excitação durante todas as relações, de acordo com a pesquisa Datafolha. A princípio, todas nós somos capazes de ter um orgasmo. Mas isso não quer dizer que ele tenha que ser vaginal, múltiplo, ocorrer todas as vezes... Embora existam algumas respostas físicas mais comuns — o batimento cardíaco dobra, o útero e os músculos vaginais sofrem espasmos, a pupila dilata —, a sensação e a intensidade são diferentes para cada mulher e em cada situação. “Ser sexualmente livre significa poder falhar sem constrangimentos e saber que a intensidade do seu prazer não é medida pela altura dos gemidos”, explica Gikovate. Portanto, da próxima vez que tirar a roupa, resista à mania de se comparar aos outros e lembre-se de que, na verdade, seu único parâmetro deve ser você mesma.




Edição Tamara Foresti / Reportagem Letícia Mori

terça-feira, 12 de abril de 2011

No Dia do Beijo, aprenda dez motivos saudáveis para beijar sem medo

Quarta-Feira, 13 de abril de 2011, Dia do Beijo


O beijo é delicioso, principalmente quando dado com paixão. Mas você sabia que também faz um bem danado à saúde e aos relacionamentos? No Dia do Beijo, 13 de abril, confira dez benefícios que este ato traz à sua cabeça, ao seu corpo e, claro, ao seu coração. Depois, coloque em prática o carinho do jeito que preferir: seco ou molhado, apaixonado ou sem compromisso, barulhento ou sem ruído.

1) Pesquisas afirmam que o beijo estimula o cérebro a liberar endorfina, criando uma sensação de bem-estar. Lembre-se de que, quanto mais excitante e apaixonado, maiores são os benefícios para a saúde, disse a principal agência de terapia sexual britânica, Relate.

2) Aliás, a instituição recomenda o beijo até como forma de combater a depressão, porque a endorfina age como um verdadeiro antídoto para a neurose, por conta do prazer que proporciona.

3) Traz tanto bem-estar e prazer quanto um bom sexo, segundo a sexóloga britânica Denise Knowles, que trabalha como assessora de terapia sexual da Relate. E apresenta a vantagem de poder ser desfrutado até em público.

4) É considerado ainda um santo remédio para o estresse, de acordo com o estudo da neurocientista americana Wendy Hill. A profissional analisou o comportamento de 15 casais, divididos em dois grupos.
Metade dos voluntários deveria se beijar, enquanto a outra não podia desfrutar da carícia. Depois disso, amostras de sangue e de saliva dos participantes foram analisadas.
O nível de cortisol, relacionado ao estresse, despencou consideravelmente no grupo de beijoqueiros. Já o de oxitocina, hormônio relacionado ao prazer, aumentou nos homens e se manteve estável ou caiu nas mulheres.
O curioso é que as moças que tomavam anticoncepcionais orais apresentaram mudanças hormonais parecidas com as dos rapazes.

5) Quem não gosta de um beijão daqueles, que tira o fôlego e deixa o coração acelerado? Pois bem, esse aumento dos batimentos cardíacos melhora a oxigenação do sangue.

6) O beijo prepara o corpo para a relação sexual. Não é à toa que o famoso Kama Sutra ressalta sua importância no relacionamento. "O primeiro ensinamento do guia indiano é a intimidade entre corpos, a invasão de um pelo outro. O beijo, carícia inicial básica do sexo, é descrito como a luta das línguas, isto é, estabelece a intensidade dos passos seguintes do ato sexual", afirmou a psicanalista e sexóloga Regina Navarro Lins, autora de O Livro de Ouro do Sexo.
Treine beijocas diferentes, com intensidades variadas, antes e durante uma noite de amor.

7) Durante o ato sexual, ajuda a manter os níveis de excitação. Garante ao homem uma ereção mais vigorosa e um melhor controle da ejaculação, e, à mulher, a lubrificação vaginal, como assinalou o Projeto AmbSex (Ambulatório de Sexualidade);

8) Beijar também é um exercício. Movimenta 29 músculos, sendo 17 só da língua. Alguns dermatologistas apontam que esse trabalho muscular pode ajudar a manter o rosto jovem por mais tempo, além de melhorar a sustentabilidade da pele.
E que a verdade seja dita: quando bem dado, deixa qualquer um com expressão de felicidade e distribuindo sorrisos.

9) Como toda atividade física, queima calorias. A quantidade só depende de você, que determina as séries e as repetições. Então, que tal começar a treinar já?

10) É uma boa maneira de saber se o casal tem "química". O motivo de despertar paixões ou provocar o desencanto ainda é desconhecido, como informou a sexóloga Regina.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ejaculação feminina (Parte 1)




por Bel Vieira |

Afinal, o que é essa poça d’água sob os lençóis depois de uma noite de perder o fôlego?
A cama estava pegando fogo, estilo 'se-melhorar-estraga', com aquela intimidade que só vem com o tempo. Até que aconteceu. A felizarda, quer dizer, a advogada Raquel M., 27 anos, estava na sua posição preferida, por cima, quando teve um orgasmo inesquecível. Só não contava com um detalhe: o lençol ficou simplesmente encharcado! Raquel tomou um susto e pensou que tivesse feito xixi. Você também não faz a menor idéia do que era aquele aguaceiro todo? O Bolsa de Mulher explicar tim-tim por tim-tim o que é (e o que não é) ejaculação feminina.

O tema não é consenso entre os especialistas. Sem muita informação sobre o assunto, é comum que as mulheres se sintam confusas quando são pegas de surpresa pelo líquido transparente que não é água nem xixi e ensopa os lençóis quando a temperatura esquenta. É o que conta a estudante Rose J., em dúvida sobre o que escorre entre suas pernas. "Não sei se o que acontece comigo é exatamente ejaculação. Não sai 'um jato', mas fica uma poça imensa na cama, de um líquido que sai no momento em que gozo. Isso deve ser ejaculação, né?", questiona, revelando que quando a tal enchente acontece, não importa se o nome é ejaculação ou não, o prazer é maior do que o orgasmo.

Melhor que orgasmo? Existe isso?

A produtora Vitória R. já experimentou (e repete com certa frequência!) os prazeres da ejaculação e garante que é essencial conhecer o próprio corpo. "Não passo aperto na arte de gozar porque me conheço, tenho liberdade e clareza para dizer ao homem o que gosto", ressalta. Para chegar lá, a produtora ensina o caminho das pedras. "Acontece quando fico deitada com as pernas para cima, presas no pescoço dele. Essa posição estimula o ponto G. Além disso, os dedos em movimentos circulares, entrando e saindo com pressão ajudam muito", revela.

O aguaceiro é tão grande que ela já chegou a pensar que o gozo era do homem e que a camisinha havia estourado. "Às vezes causa até uma confusão sobre quem gozou, sabe? Tipo, furou a camisinha, ó não! Até que percebo que fui eu que ejaculei um jato d'agua forte", explica. Sem se preocupar com questões de nomenclatura, o fato é que molhar a cama não é lá a coisa mais comum no mundo e o namorado pode ficar com aquela cara de interrogação. "Eu explico para ele que isso acontece, que é sinal de muito prazer e tal, porque teve um que pensou que fosse xixi!", conta Vitória.

Já Raquel diz que não dá pra confundir, porque não tem cheiro e é claro, quase transparente. "O único incômodo é molhar tudo. Uma vez rolou numa barraca de camping e foi um tanto constrangedor", lembra.
Mas, afinal de contas, o que é e da onde vem a chamada ejaculação feminina? A opinião dos profissionais acerca do tema é polêmica: há os entusiastas e os que garantem que isso não passa de uma tremenda bobagem.

Ejaculação feminina: mito ou verdade? (Parte 2)

A sexóloga Fátima Protti esclarece dúvidas sobre o assunto polêmico



A ejaculação feminina já foi citada por sexólogos e médicos de diferentes épocas. É a ocorrência na qual a mulher expele grande quantidade de líquido durante o orgasmo.

Para Talita Castelão, bióloga e mestre em sexualidade humana, "a ejaculação feminina é um fenômeno provocado pelas glândulas de Skene. Ela ocorre, geralmente, associada ao alto nível de excitação. O líquido tem composição bioquímica peculiar e difere da urina e lubrificação vaginal típica."

Alguns ginecologistas defendem que a ejaculação também pode acontecer pela intensa estimulação do ponto G e em mulheres que têm orgasmos múltiplos.
Contudo, o termo “ejaculação feminina” é combatido por boa parte dos profissionais de saúde, isso porque o líquido expelido tem a mesma característica daquele liberado durante a lubrificação, só que sai em forma de jato devido às contrações vaginais.



Diego Viviani, psicoterapeuta sexual e pesquisador do Instituto Paulista de Sexualidade (Inpasex), relata que o fenômeno não é prejudicial à mulher e nem ao parceiro. Por isso, ela não deve sentir vergonha ou reprimir a manifestação, que é natural e, muitas vezes, mexe com o imaginário masculino. Obviamente que possibilidades de infecções e transmissões DSTs devem ser observadas, como em qualquer relação sexual.

Então não é mito?

Seja qual for o nome dado, a “ejaculação feminina” pode sim ocorrer. Contudo, em 17 anos de atendimento clínico, jamais recebi um relato ou qualquer menção a respeito do fato.

E o que chama ainda mais a minha atenção é que, segundo estimativas, 10% da população feminina tem ejaculação, enquanto 6% apresentam vaginismo - queixa essa muito frequente em consultórios.

Esses dados me levam a considerar três hipóteses: 1) essas mulheres estão bem adaptadas em relação à resposta fisiológica que em nada atrapalha suas vidas; 2) O fato ocorre de forma imperceptível por essas mulheres e seus parceiros; 3) O número de mulheres em nossa população é muitíssimo inferior ao que se estima.

Com ou sem ejaculação, o importante é curtir o prazer na relação a dois.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

20 dicas para conquistar ou turbinar seu orgasmo

Um guia para aumentar seu prazer durante o sexo e chegar lá!

Selecionamos dicas para te ajudar a chegar ao clímax com mais facilidade – ou tornar seus orgasmos ainda mais intensos. Listamos 20 coisas que você pode descobrir para se divertir ainda mais na cama e ter muito prazer – sozinha ou acompanhada.

Conheça seu corpo. A masturbação te ajuda a descobrir como gosta de ser tocada e quais pontos são mais sensíveis. “Mulheres não se conhecem e querem que o parceiro adivinhe onde ela quer ser estimulada!”, diz Elsa. Portanto, explore o prazer sozinha sem medo! “Funciona muito ficar na frente do espelho e explorar partes do corpo. É uma forma de ensaiar a desinibição”, defende Carla Cecarello, psicóloga, sexóloga e fundadora da Associação Brasileira de Sexualidade.

Faça tudo no seu tempo. Capriche nas preliminares, abuse dos jogos de sedução, tire a roupa lentamente e esquente o clima com beijos e carícias até você estar bem excitada. Afinal, pra que a pressa?

Estimule outras zonas erógenas. Experimente sensações de outras partes do corpo - você pode se surpreender! Existem mulheres que relatam chegar ao orgasmo só com o toque nos seios, por exemplo. “O corpo precisa ser explorado em toda extensão: pescoço, colo, mamas, barriga, pélvis, virilha, interno de coxa, dedos dos pés. E os toques devem ser alternados usando as mãos e a boca”, explica Fátima Protti, psicoterapeuta sexual.


Relaxe. Não é momento de se preocupar com a bagunça do quarto ou com uma gordurinha extra no seu corpo. Você pode pensar sobre isso depois! Na hora da transa, respire fundo e aproveite o momento!

Informe seu parceiro. Diga a ele quais as posições e estímulos que mais gosta – eles nem sempre adivinham sozinhos! “Gosto assim” ou “continue fazendo isso” são toques bastante esclarecedores. E se é difícil verbalizar suas preferências, não hesite na hora de redirecionar as mãos dele para um carinho que te agrade– ele vai entender o recado!

Teste posições diferentes. Não é preciso comprar um livro do Kama Sutra ou ficar de ponta cabeça... Mas dê preferência para as posições que favoreçam a estimulação do clitóris. Carla Cecarello sugere a “manobra de ponte”: a mulher sentada por cima do parceiro, com ela ou ele estimulando o clitóris junto com a penetração. “Isso ajuda porque muitas mulheres têm dificuldade de atingir o orgasmo só com a penetração”, diz a especialista.

Exercite sua vagina. Uma musculatura íntima tonificada pode aumentar seu prazer. Para isso, exercite a região vaginal enrijecendo e soltando os músculos internos (aperte e solte, basicamente). Em lojas de produtos eróticos são vendidos pequenos pesos para auxiliar o processo. Dentro da vagina, é preciso segurá-los com a musculatura local para praticar

Não se sinta obrigada a gozar junto com ele. Se isso acontecer, ótimo, mas o importante é que vocês dois fiquem satisfeitos, mesmo que um chegue lá antes. “Isso é coisa de Cinderela, não existe. Cada um tem o seu tempo e vai depender do dia, vontade e estimulo. Cada um busca o seu orgasmo”, diz Cecarello.

Drible a rotina: Uma lingerie nova ou roupa que faça você se sentir sexy pode esquentar o clima. E que tal seduzir seu parceiro em um ambiente diferente da casa, para variar? Uma noite romântica no motel também pode ser uma boa pedida.

Prepare o ambiente: Luz indireta, aromas e velas criam um clima. Aliás, lâmpadas vermelhas e laranjas são um Photoshop natural e ajudam a esconder imperfeições, além de serem tons quentes e sexy.

Não finja: Seu parceiro precisa saber o que te agrada e o que não dá resultado. Fingir um orgasmo é mentir para você mesma e para ele.

Estimule os cinco sentidos. Aposte em detalhes como óleos perfumados para massagem, música ambiente, lingerie colorida (saia do preto), frutas e uma bebida como espumante ou um coquetel sem álcool bem atraente. Tudo isso ajuda a despertar as sensações do corpo.

Fale durante o sexo. Peça para ele falar palavras ou frases que podem aumentar seu prazer e seja mais verbal também, contando o que sente e o que deseja durante a transa.

Lubrificação, lubrificação e... lubrificação! Para sexo oral, penetração vaginal e sexo anal a lubrificação é importante para garantir o prazer. Use e abuse dos produtos a base de água.

Diga sim para novas experiências. Lógico que não é preciso fazer algo que você não gosta, mas teste brincadeiras na cama, ouça as fantasias do seu parceiro e tente botar em prática algum desejo seu! Que tal fazer aquele striptease você tinha vontade? “Contos e filmes eróticos são uma boa ferramenta e podem auxiliar a aumentar o grau de excitabilidade. Assim aumenta a chance de chegar ao orgasmo”, diz Carla.

Namore sempre. Não importa se vocês se conhecem há um ano ou estão casados há 20. É preciso ter momentos para o casal, como tomar banho juntos, sair para jantar ou ir ao cinema. Isso ajuda a manter um clima de romance constante.

Faça o sexo presente em vários momentos do seu dia. Pense sobre o assunto, relembre suas transas e arrisque mensagens picantes ou e-mails para seu parceiro. O desejo vai crescendo à distância...

Uma transa só para você. Separe um momento para pedir carícias, sexo oral e o que mais gostar sem ter que retribuir.

Verifique suas medicações. Alguns remédios como antidepressivos podem diminuir o desejo sexual.Verifique esse efeito colateral junto ao seu médico.

Procure ajuda profissional. Se você sentir dor na relação ou encontrar outro tipo de dificuldade recorrente, não hesite em procurar ajuda com um ginecologista ou psicólogo.

Júlia Reis

Quais os segredos para um bom sexo oral?

Não há homem que não goste de receber sexo oral. A língua e a boca têm a temperatura e a umidade ideais para tornar a carícia muito mais excitante.

Vanessa de Oliveira, escritora e ex-garota de programa, explica sem frescuras como enlouquecer um homem com a prática




Por incrível que pareça, não é o sexo anal o campeão do ranking das preferências sexuais masculinas. O vencedor é o oral. Portanto, as garotas de programa abusam dessa prática e se dedicam a aprender e fazer bem. Não há mulher boa de cama se ela não souber fazer um sexo oral bem feito. Sexo oral é imprescindível.

A primeira grande dica é manter a boca e língua bem umedecidas. Como a glande é uma região bastante sensível, precisa ter diminuído o atrito seco e a saliva ajuda a tornar o toque mais excitante, pois desliza melhor.


Começa-se pela fala, dizendo o quanto se gosta e sente prazer em fazer oral nele. Se ele não estiver antes excitado, começará a ficar assim que começara ouvir. Eu usava desse artifício quando era garota de programa, pois algumas vezes meus clientes chegavam no quarto desejando fazer um programa, mas estavam sem ereção e para dar um início rápido ao seu processo de excitação eu usava dessa estratégia.

Aprecie o pênis dele com as palavras, com a boca e com os olhos. Homens são verdadeiros narcisistas no que diz respeito ao pênis e esperma. E eles gostam de ver expressões de desejo no rosto de quem os acaricia com oral. Aproveite para fazer enquanto fala frases picantes.

Massageie e acaricie os testículos dele, um de cada vez. Acredite, ele vai adorar! Deslize seus dedos em direção ao períneo e acaricie essa sensível região, sem pudores. Confie em mim, ele irá delirar! Depois de falar, segure com vontade o pênis, não de forma delicada como quem tem medo, mas com firmeza, com maestria.

Então é hora de por em prática o oral. Começa-se pela glande, com a boca bastante úmida envolvendo-a por inteiro. Nessa hora deixa-se a língua flácida e faz-se movimentos de subir e descer, ora tirando o pênis totalmente da boca, ora subindo e descendo sem parar.

Leva-se também o pênis até o fundo da garganta. Procure, no momento que o pênis está todo envolto pela boca, fazer sucção com bastante força, e procure deixar a boca mais suave (diz-se toque aveludado) quando estiver na parte da glande.

Estou falando aqui os segredos que uma profissional do sexo usa para ter êxito no sexo oral. No início você pode sentir um incômodo, mas com o treino não se tem mais a sensação do refluxo quando o pênis toca a epiglote.

A região de maior sensibilidade é a glande, mas nela encontramos uma micro região que é mais sensível ainda, o freio do prepúcio. Vale a pena dar uma olhada em um livro de anatomia para você saber a localização exata, ou então procurar figuras da anatomia peniana na internet.

Exatamente nessa parte é que se concentrará a atenção especial. Tem duas maneiras diferentes de se dar prazer com oral no freio do prepúcio. Uma delas é, com a língua umedecida e rígida, sem estar com a boca na glande, friccionar o freio, apenas com a ponta da língua rígida. Brinque de percorrer o curto comprimento do freio do prepúcio e brinque também na transversal do freio.

A segunda maneira é com a boca envolvendo toda a glande, também se acaricia o freio do prepúcio, só que usando a língua flácida. Apesar da parte mais erógena do pênis ser o ápice, explora-se todo o corpo peniano e passa-se a língua envolta dele, dando paradas para dar sugadas na região da virilha também. Profissionais do sexo abusam dos movimentos repetitivos, fazendo inicialmente em ritmo devagar e depois acelerando os movimentos.

Para aumentar a força do orgasmo, faz-se com que o momento dure o maior tempo possível, mudando de ritmo quando ele estiver a ponto de ejacular, dessa maneira é possível controlar a hora da finalização. Mudanças frequentes no movimento costumam retardar a ejaculação, bem como movimentos repetitivos e vigorosos aceleram o processo.

Para causar maiores arrepios no homem, balas de halls preto podem estar na boca enquanto o sexo oral é feito. Essa até é uma dica da década passada, hoje em dia já se conta com gel comestível de vários sabores que também causam a mesma sensação refrescante da bala, veja algumas opções na Delice Sex Shop. Causam sensações térmicas incomuns, que excitam os homens.

Depoimento de Vanessa de Oliveira