quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Saiba quais crenças você precisa abandonar para ser feliz no amor

HELOÍSA NORONHA
Colaboração para o UOL


Ficar preso a crenças sem fundamento impede que suas relações amorosas deem certo

DEZ VERDADES QUE HOMENS E MULHERES NÃO TÊM CORAGEM DE DIZER EM UM RELACIONAMENTO

À medida em que acumulamos experiência, algumas crenças sobre o amor são eliminadas. Outras, porém, se consolidam, prejudicando a vida afetiva. "As crenças de uma pessoa interferem diretamente no seu humor e na forma como ela reage às situações cotidianas. São elas que dão origem às emoções. Daí a importância de entendê-las e questioná-las, para evitar julgamentos errados e avaliações precipitadas", diz a psicóloga Lilian Helena Vidotto, de São Paulo. O relacionamento entre homem e mulher pode ser muito prejudicado por causa das opiniões de um sexo em relação ao outro. UOL Comportamento conversou com especialistas e, a partir das crenças femininas e masculinas mais comuns, mostra por que elas são equivocadas e como se livrar delas. Acredite: em alguns casos, a pessoa atrai justamente o que não deseja.

Crenças tipicamente Femininas

Mulher divorciada só atrai sexo
Essa crença surgiu nos anos 1970, época da primeira lei do divórcio, mas se instalou no imaginário popular. Ficou no inconsciente a imagem de uma mulher que, antes de se separar, tinha homem para sexo. Depois, ficou carente. "Qualquer mulher, divorciada ou não, atrai o que suas atitudes demonstram. O comportamento pode ser admirável, sério, sedutor, vulgar...", diz Eliete Matielo, diretora da agência de relacionamentos Eclipse Love e especialista em psicologia afetiva. "A queixa que ouço das mulheres que se separam é que as amigas casadas se afastam, com medo de terem os maridos roubados ou serem trocadas". A dica é parar de alimentar a ideia de que ser divorciada é sinônimo de solidão ou sexo casual. "É somente um novo estado e, como tudo o que é novo, possui um período de adaptação", diz a psicóloga Isaura Dias, de São Paulo. Para quem ainda não se sente segura, vale tentar não ser tão simpática ou assertiva no início da paquera, até para coibir futuras frustrações.

Atraio apenas caras comprometidos
Segundo Eliete Matielo, o tipo de pessoa que atraímos está intimamente ligado à energia que emanamos. "Será que a dona dessa queixa não se mostra muito independente, descolada e fogosa demais, para que um homem casado se arrisque a ter um caso com ela?", questiona, O comportamento pode sinalizar que uma mulher topa tudo. Para a psicóloga Isaura Dias, sempre estamos em busca de alguém que complemente as nossas crenças. "Esta, em especial, pode envolver os modelos que ela viu desde a infância, a respeito de casamento, amor e convivência. Se o que ela viu sempre incluíam relacionamentos fracassados ou infelizes, atrair e relacionar-se com alguém comprometido reforça a ideia de que casamentos são ruins", explica. A pessoa, inconscientemente, protege a si mesma de ter uma relação com alguém disponível, pois isso não ofereceria nenhum tipo de obstáculo.
Para um homem trair, só precisa achar um lugar
Antigamente, os homens eram cobrados se não correspondessem ao flerte de uma mulher, mesmo se fossem comprometidos ou não estivessem interessados. "Hoje em dia, os homens são mais seguros. Quem trai para mostrar para os outros são os que necessitam de autoafirmação", diz Eliete. "A traição acontece por situações, razões, medos, insatisfações, sentimentos e erros que levam a esse desfecho. Acredito que é um sinal de adoecimento da relação e não apenas uma questão de circunstância", afirma a psicóloga Lilian Helena Vidotto.

Dificilmente um homem se casa depois dos 40
Para o psicólogo Alexandre Bez, especialista em relacionamentos pela Universidade de Miami (EUA), isso só acontece com homens ligados, ao extremo, com a sua condição de solteiro. "Eles só estão a fim de aproveitar a vida e não querem compromissos. Em alguns, essa condição pode mudar. Em outros, não muda. Ligações neuróticas familiares, fatores econômicos, imaturidade emocional, falta de preparo psicológico, dificuldade do desapego do título de solteiro lideram a lista que distanciam o homeo do casamento", explica. O que fazer? Explorar o comportamento e as atitudes dos homens em questão para não criar falsas esperanças, independentemente da idade.

Se ele não me quis, só pode ser gay

Essa frase é típica das mulheres que foram rejeitadas. "Uma defesa psíquica", diz Isaura Dias. “Se em cada negativa, a mulher utilizar com certa constância este pensamento, deve começar a avaliar como lida com as frustrações -pois elas são inevitáveis ao longo da vida", afirma Isaura. Outra dica é abandonar as tentativas de controle, pois nem tudo o que desejamos sempre corresponde ao desejo do outro. "Que tal aceitar que, talvez, ele não tenha interesse no seu perfil físico ou psicológico?", pergunta Alexandre Bez.

Crenças Tipicamente Masculinas

Depois dos 30 toda mulher fica desesperada para casar

Durante décadas, o maior motivo de desespero da mulher era não se casar. Hoje, uma parcela significativa do sexo feminino possui outras prioridades. "E se agora casam após os 30 anos, tal decisão pode ser mais racional e estar intimamente relacionada com a escolha de um bom parceiro", afirma a psicóloga Isaura Dias. Aos homens, ela diz: “Não percam a chance de se relacionar com uma mulher acima dos 30. Geralmente, elas sabem muito bem o que desejam da vida e de um relacionamento. Pense se vocês não se sentem inseguros diante de alguém tão confiante."

Só atraio garota ciumenta
Antes de mais nada, avalie como você se comporta ao se relacionar com o sexo oposto. "Em alguns casos, são as atitudes masculinas que despertam insegurança e ciúmes nelas", diz a psicóloga Lilian Helena Vidotto. Pare e pense: será que esse ciúme, mesmo que inconscientemente, acaba alimentando seu ego? Isso acontece principalmente entre casais em que a mulher tem baixa autoestima e sente que pode ser trocada a qualquer momento. Há homens que procuram mulheres ciumentas sem perceber, para se sentirem valorizados com as crises delas.

Mulher se faz de difícil para se valorizar
Na opinião da especialista em relacionamento Eliete Matielo, se isso acontece, a culpa é do homem. "Eles costumam pensar: mulher fácil é rodada e vai me trair; mulher difícil teve poucos homens e é para casar.” Machismos à parte, para Isaura Dias, esse tipo de crença pode camuflar o motivo real do preconceito: a dificuldade de conquistar uma garota difícil. "A mulher conquistou espaços e ganhou autoconfiança. Ela pode estar avaliando se você é um homem que compense investir, emocionalmente". A psicóloga Lilian Vidotto lembra quem, apesar de tudo, há algumas mulheres entram no "joguinho neurótico de autovalorização" por imaturidade. "As sadias, maduras e inteligentes não precisam agir assim para se sentirem seguras."

Mulher só trai se estiver envolvida emocionalmente
Nem sempre. Separar amor e sexo não é exclusividade masculina há tempos. Elas traem por muitas razões: vingança, por estarem envolvidas emocionalmente, insatisfeitas, atraídas sexualmente ou com vontade de diversificar o prazer. "Esse tipo de crença funciona somente para minimizar a traição feminina. Acreditando nisso, o homem continua a colocar a mulher em uma posição fantasiosa de ingenuidade e fragilidade", explica Isaura Dias. É bom lembrar: a mulher pode ser muito afetiva, mas também possui desejos sexuais e pode agir para satisfazê-los.

Garotas adoram um joguinho

Dificultar as coisas, provocar ciúme, adiar o momento do sexo... Segundo muitos homens, esses são os artifícios típicos de sedução. A especialista Eliete Matielo explica que muitas mulheres se comportam assim porque precisam se sentir desejadas. “Mulheres precisam ouvir o homem falar o que querem e sentem. Às vezes, acabam jogando para tentar fazer com que eles demonstrem, com palavras, seu afeto e desejo", diz. O fato é que para os homens esse jogo é muito chato, porque eles não funcionam assim. Então, sejam diretos: digam que não conseguem entender a linguagem subliminar feminina e perguntem o que a amada quer dizer com determinado comportamento.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Sexo anal: Saiba mais sobre e tenha muito prazer


A prática do sexo anal pode ser uma forma muito prazerosa de inovar na cama. Se você deseja praticar mas não sabe muito bem como começar, confira dicas de especialistas e profissionais do sexo, para que na hora H possa sentir MUITO PRAZER.


Sexo anal faz mal à saúde?

Não, desde que alguns cuidados sejam tomados. A prática de sexo anal provoca microcortes na mucosa que reveste o anus, que podem ser portas de entrada para vírus e bactérias. Essas pequenas lesões se cicatrizam naturalmente dentro de dois ou três dias. Ou seja, este intervalo mínimo deve ser respeitado para evitar lesões e infecções.
Também existe uma preocupação quanto à dilatação da musculatura do esfíncter anal que poderia causar incontinência fecal. Neste caso também é válida a recomendação do intervalo mínimo para praticar sexo anal, a qual respeitada, garante a plena recuperação e manutenção da musculatura.


Cuidados de higiene necessários ao sexo anal

É preciso ter alguns cuidados para evitar que o pênis transporte para a vagina as bactérias que habitam o ânus. O principal cuidado é o uso de preservativo.
Após o sexo anal, é necessário retirar a camisinha e colocar outra nova caso queiram fazer penetração vaginal. Caso contrário, as bactérias que sobrevivem no ânus sem causar danos à saúde podem provocar infecções sérias após serem transportadas pelo pênis até a vagina.

Sexo anal causa hemorróidas?
Não. Isto é um mito. As hemorróidas são veias (varizes) que são causadas por outros fatores.
No entanto, é importante salientar que, se o sexo anal for feito no período de inflamação, sem dúvida agravará o quadro, além de provocar muita dor. Em outros momentos, pode ser feito.

Sexo anal com menos dor e mais prazer
Existe uma técnica: em vez de partir direto para a penetração do pênis, o parceiro introduz primeiro o dedo. Depois é que vem a penetração. A introdução do dedo faz com que o esfíncter (músculo que circunda a entrada do ânus) se contraia e, nos instantes seguintes, relaxe. Essa é a hora ideal para a penetração peniana ocorrer com mais facilidade e de forma mais prazerosa.
O uso de lubrificante é essencial. O ânus não produz uma lubrificação natural, como ocorre com a vagina quando a mulher está excitada. Sem a lubrificação, o atrito do pênis com o órgão causa uma sensação de incômodo e não de prazer. Por isso, é importante usar um gel lubrificante. Dê preferência aos produtos à base de água, pois eles podem ser usados com a camisinha, sem danificá-la.

Qual a melhor posição para o sexo anal?
A melhor posição é aquela em que a pessoa sinta-se mais confortável e relaxada. De joelhos apoiada nos braços, a tradicional "de quatro" (de joelhos, com os braços esticados e as mãos apoiadas na cama), deitada de bruços com travesseiros ou almofadas sob a barriga para levantar a parte inferior do corpo. Tudo depende da combinação entre os parceiros. Veja a seguir as mais confortáveis:




É possível ter prazer ou mesmo chegar ao orgasmo com o sexo anal?
Sexo anal pode ser igualmente prazeroso para homens e mulheres. No caso das mulheres, o parceiro ou ela mesma pode estimular o clitóris simultaneamente à penetração anal para aumentar o prazer. A região anal é cheia de terminações nervosas e muito sensível aos toques eróticos. Qualquer tipo de carícia no ânus pode ser extremamente prazerosa. Mas isso se a pessoa estiver excitada e relaxada, fator fundamental para que a penetração não seja dolorosa.

Conselhos:
01. O homem não deve forçar de jeito nenhum, nem deve fazer movimentos rápidos e bruscos.
02. Use bastante gel lubrificante à base de àgua.
03. O casal deve usar camisinha sempre.
04. Jamais passe da penetração anal para a vaginal sem trocar a camisinha.
05. Seu parceiro deve respeitar seu "pare". Se você não estiver gostando, diga a ele.

Brinquedinhos que ajudam:
A prática do sexo anal, muitas vezes é iniciada de uma forma solitária, em que você mesma usa artifícios como brinquedinhos, para que possa conhecer melhor seus próprios limites, gostos, sensações. A partir daí, fica mais fácil permitir que o companheiro entre nessa brincadeira, confira a seguir alguns plugs, esses brinquedinhos são super úteis nessa inicialização:


Confira aqui, nossa linha completa de plugs e aproveite essa gostosa prática.

Descubra as 05 mentiras sobre homens e sexo!


Sem comentários

Por essas você não esperava, os mitos que são contados por aí e as verdades por trás deles, preparada?


01. Os homens estão sempre com tesão
Esse é um mito perigoso. Há um milhão de motivos pelos quais seu amado pode querer ficar longe da cama - e eles não têm necessariamente relação com a atração que sente por você. A ansiedade por uma promoção no trabalho e até o fracasso do time de futebol podem ter efeito apaga-fogo. Essa ideia de que os homens devem estar sempre a ponto de bala pode estragar o relacionamento. Quando o sexo não acontece, nós mulheres nos sentimos rejeitadas e eles, humilhados.


02. Eles querem sexo mais que nós
Uma possível origem dessa lenda é o fato de os homens estarem interessados em sexo de maneira mais constante, enquanto somos afetadas por mudanças hormonais. Eles também atingem o pico de vigor sexual mais cedo, o que pode causar descompasso a certa altura do campeonato. Por isso é cada vez mais comum ver mulheres mais velhas dividindo a cama com parceiros mais jovens.
Além do mais, nunca foi socialmente proibido à ala masculina fazer sexo somente por prazer, os homens aprenderam a transar para relaxar, para comemorar, para esquecer os problemas. Gradativamente, muitas mulheres vêm enxergando o ato da mesma forma. E aí o desejo delas não perde em nada para o deles.


03. Eles nunca fingem orgasmo
Claro que para os homens é mais difícil esconder a evidência - ou a falta dela. Mas acredite, 26% deles fingem - segundo a pesquisa Sexualidade dos Brasileiros, do Instituto Datafolha. A confusão existe porque a resposta sexual masculina começa com a ereção, mas ela significa apenas que as terminações nervosas do pênis foram estimuladas. O orgasmo é a etapa seguinte, quando ocorrem pulsações e contrações, portanto, um homem pode, sim, simular o clímax. E pelo mesmo motivo que as mulheres: terminar o ato mais cedo sem ferir seus sentimentos.


04. Calcinha tem que ser sexy
Não é das vermelhas que eles gostam mais. Uma marca inglesa de produtos de lavanderia entrevistou mais de mil homens e chegou à cor campeã de elogios: a preta. Mas o que realmente os deixa excitados é a variedade. Modelos diferentes permitem que seu gato se sinta fazendo sexo cada vez com um tipo de mulher (fetiche!). Claro, quando há tesão, a coisa vai com qualquer modelo. Mas, mesmo que seu marido adore sua calcinha fio dental, se a vir sempre vai acabar entediado. É como provar o mesmo cereal toda manhã. Agora, eles também já deixaram claro que a bege não é a preferida, pelo contrário, chega a desanimar muitos deles, por isso, não custa nada evitá-la neh?


05. Pés grandes = pênis grande
Se alguém calça 44, todo o resto vai ser proporcionalmente grande, certo? Não, para a infelicidade das namoradas de jogadores de basquete. Pesquisadores da universidade inglesa College London decidiram tirar a prova - e as medidas. O que descobriram? Nenhuma relação entre o tamanho das meias e o da camisinha. Nem pés nem mãos. "Cada membro é determinado por um gene distinto", afirma o ginecologista Eliano Pellini, chefe do Departamento de Sexualidade da Faculdade de Medicina do ABC, na Grande São Paulo. Mito derrubado!


E então, saber desses segredinhos masculinos te faz ou não ter mais confiança para enfrentar a batalha dos sexos?

quarta-feira, 1 de junho de 2011

SER CHIQUE SEMPRE

SER CHIQUE SEMPRE
Por GLÓRIA KALIL




Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.

A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.

Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.
O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.
Chique mesmo é quem fala baixo.
Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.
É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.
É lembrar-se do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais!
Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.
É "desligar o radar", “o telefone”, quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!
Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo...falsidade.
Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo.
Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.
Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!
Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus!
Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas, Amor e Fé nos tornam humanos!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Os vilões que atrapalham o seu orgasmo

Às vezes, chegar lá pode ser mais difícil do que a gente imagina.
Pule esta reportagem agora quem nunca perdeu um orgasmo na vida. Continua lendo? Não está sozinha. Muitas de nós sofrem com a anorgasmia, disfunção que dificulta ou, em casos extremos, nos impede de atingir o clímax, o topo da excitação, o céu. Existem quatro tipos. O mais comum, chamado situacional, faz com que só consigamos com determinadas carícias (masturbação, por exemplo). Além dele, também tem o primário, caso de quem nunca nem sequer experimentou; o secundário, quando a gente de repente para de ir aos finalmentes; e o total, quando nenhum estímulo é suficiente para nos fazer chegar láhhh. A disfunção é mesmo uma das maiores vilãs do êxtase feminino.



Conhecendo o inimigo

A anorgasmia tem várias causas — e nem todas são psicológicas. Por isso, os terapeutas aconselham nunca achar que as dificuldades só existem na sua cabeça nem guardar suas angústias e dúvidas (conte tudo a quem pode ajudar, começando por uma conversa franca com o médico). Elas podem ter sido desencadeadas por cicatrizes ou danos aos nervos provocados por cirurgias ginecológicas. Fora o uso de drogas, álcool ou certos medicamentos, como os que controlam a pressão arterial, os antiestamínicos e os antidepressivos. Que o diga a empresária paulistana Mariana, 26 anos: “Estava trabalhando e fazendo pós-graduação, o que é barra pesada. Para complicar ainda mais, meu namorado foi transferido para o Rio. Não conseguia dormir e me sentia tão destruída que fui ao médico. Ele receitou antidepressivos e pílula contra ansiedade.” A insônia sumiu, mas, quando foi passar um feriadão com o lindo, descobriu os efeitos colaterais. “Nem sentia vontade de transar. Na cama, parecia uma morta-viva e me peguei pensando: ‘Será que ele não vai se satisfazer de uma vez para acabar logo com isso?” Percebendo que Mariana não era mais a mesma, o namorado até sugeriu procurarem estímulos extras em uma Sex Shop. Diz ela que saíram da loja com a sacola cheia de brinquedinhos, vibradores e livros. Deu certo. Não chegou a ser uma glória na primeira vez, mas o tesão aumentou e facilitou o orgasmo — embora tenha demorado mais que de costume. De volta a São Paulo, a moça conversou com o terapeuta, que a ajudou a conciliar os remédios com o desejo. Mariana acabou dispensando os antidepressivos antes do que imaginava.

No caminho do prazer

Excluída uma causa física, vale checar o fator emocional. São desmancha-prazeres de marca maior a própria ansiedade de ter um orgasmo, a culpa provocada por uma educação sexual rígida, alguma crença religiosa ou cultural que interfere no prazer, além do medo de engravidar ou de pegar uma doença sexualmente transmissível. O tratamento varia, óbvio, dependendo do tipo de anorgasmia. Para quem nunca experimentou essa explosão de sensações (cerca de 5 a 10% das mulheres), os terapeutas tentam ajudá-la a relaxar e se sentir segura, aumentando a sua capacidade de reagir positivamente aos estímulos sexuais. É o caso da mulher que está ansiosa achando que não vai conseguir ou assustada com a possibilidade de se descontrolar ou ainda fisicamente incomodada sem saber o que esperar. “Já as que sofrem da secundária só precisam aprender novos truques para chegar lá — afinal, já conhecem o caminho e sabem que são capazes de trilhá-lo”, explica Elna McIntosh, terapeuta sexual e uma das maiores autoridades no assunto. No caso da anorgasmia em situações específicas, a mulher precisa de ajuda para identificar as circunstâncias favoráveis e, em seguida, melhorar sua comunicação.
Aconteceu com a dentista Juliane, de 24 anos, que teve a primeira experiência sexual quando tinha 17 anos. “Demorei para me decidir, mas fiz porque queria, e não por pressão do namorado. Apesar disso, na hora H, entrei em pânico. Tanto que contrai demais os músculos da vagina e a penetração foi superdolorosa. Minha vontade era pular da cama e correr para casa”, diz. A experiência ruim se repetiu com outros parceiros. Apesar de sentir vontade de transar, ficava tão tensa que tornava o ato quase impossível. Não é surpresa que não soubesse o que era um grand finale. Nem mesmo com a masturbação. Durante anos, fez vários tratamentos e visitou uma lista de médicos. “Um deles chegou a dizer que eu precisava operar para aumentar a abertura da vagina e cortar alguns músculos. Só não encarei a mesa de cirurgia porque morri de medo”, lembra. Um namorado apaixonado e sensível sugeriu recorrerem à terapia juntos. O primeiro alívio foi descobrir que seu problema era comum — estima-se que 70% das mulheres ficam ou já ficaram a ver navios. Depois de alguns meses de sessões, com direito a exercícios e orientações de como tocar o outro, o casal finalmente espantou o grande vilão da cama. “Não aconteceu de uma hora para outra. Vivemos um processo lento, mas surpreendente. O primeiro orgasmo foi totalmente inesperado. Caí no choro de felicidade.”

Sexo e Amor >> Orgasmo Já

Ter orgasmos é uma obrigação?

Suas amigas dizem chegar láhhh múltiplas vezes. Já você, por mais que se concentre, não consegue ter orgasmo em todas as transas. Normal, certo? Não para um número cada vez maior de mulheres. Entenda por que a cama da vizinha é sempre mais quente. Quer dizer, pelo menos na sua cabeça.



Quando Paula, advogada de 25 anos, almoça com as amigas, ouve histórias sobre orgasmos múltiplos e sexo de três horas seguidas. À noite, ao encontrar o namorado, decide que não sairá do quarto até sentir as paredes tremerem. O problema é que o clímax não acontece dessa vez... Não que a moça sempre tenha dificuldade para alcançá-lo, mas, pensando bem, ele não ocorre em tooodas as transas. Será que existe algo de errado com ela? Não, não há. O que impediu Paula de, literalmente, relaxar e gozar foi a pressão que colocou em si mesma. Parece bobagem, mas esse medo de falhar é mais comum do que se imagina. O estudo Vida Sexual do Brasileiro, realizado pelo Hospital das Clínicas de São Paulo, mostrou que quase 51% das mulheres apresentam algum tipo de impedimento sexual — e os dois mais citados foram dificuldade de excitação e de ter um orgasmo. “Percebo que cada vez mais mulheres me procuram preocupadas por não conseguirem chegar ao clímax. Elas acham que têm algum problema anatômico quando, na verdade, apenas internalizaram uma pressão social”, diz a ginecologista Flávia Fairbanks, de São Paulo. Trocando em miúdos, estamos sofrendo com a tal ansiedade de desempenho (sim, a mesma que pode causar ejaculação precoce nos homens). Funciona assim: a pessoa estabelece uma meta (por exemplo: atingir o ápice do prazer em até dez minutos) e, quando não consegue cumpri-la na primeira vez, acha que nunca mais será capaz, mesmo que prove todas as táticas do Kama Sutra. E esses objetivos impostos estão cada vez mais difíceis de ser alcançados. Por exemplo: em filmes eróticos, é comum ver atrizes chegando ao orgasmo por meio da penetração. Logo, as mulheres começam a se cobrar o mesmo prazer na vida real, quando todo mundo sabe que a grande maioria precisa de estimulação clitoriana. E, aí sim, por causa dessas cobranças, pode-se desenvolver uma disfunção — que, vamos deixar claro: tem origem psicológica, não física.

Escravas da performance

Há 60 anos, muita gente nem sabia que existia orgasmo feminino. Com a revolução sexual, a mulher conquistou esse prazer antes reservado aos homens — mas também assumiu certas preocupações que eram só deles. Hoje, espera-se que elas tenham mais de um orgasmo e cheguem lá cada vez mais rápido, independentemente das habilidades do parceiro. E, se o orgasmo não vem, simular é a solução: de acordo com uma pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha no início do ano, mais de 50% das brasileiras admitiram já ter fingido orgasmos.

A melhor atriz da cama

Segundo o terapeuta sexual Flávio Gikovate, o que parece um desejo de agradar é, na verdade, uma manifestação da vaidade. Ser altamente orgástica está relacionado à ideia de ser boa de cama. E, convenhamos, ninguém quer ficar para trás nesse quesito. Para ele, a preocupação excessiva com a performance é causada pela alta exposição do tema. “Hoje, fala-se muito sobre sexo, mas isso não quer dizer que a questão esteja bem resolvida. Muito pelo contrário: o padrão de excelência passou a ser ditado pelos filmes pornôs — que é uma forma válida de estimulação, desde que não se transforme em parâmetro do que é normal ou prazeroso.”

Vendo estrelas (que não estão lá)

Como não existe um orgasmômetro capaz de medir quanto prazer é normal sentir, nem perca seu tempo comparando o seu com o das amigas. E quem garante que elas estão falando a verdade? “Como ninguém quer ficar fora do padrão, a tendência é exagerar mesmo”, diz Flávia. Na média, apenas 39% das mulheres afirmam atingir o ponto máximo de excitação durante todas as relações, de acordo com a pesquisa Datafolha. A princípio, todas nós somos capazes de ter um orgasmo. Mas isso não quer dizer que ele tenha que ser vaginal, múltiplo, ocorrer todas as vezes... Embora existam algumas respostas físicas mais comuns — o batimento cardíaco dobra, o útero e os músculos vaginais sofrem espasmos, a pupila dilata —, a sensação e a intensidade são diferentes para cada mulher e em cada situação. “Ser sexualmente livre significa poder falhar sem constrangimentos e saber que a intensidade do seu prazer não é medida pela altura dos gemidos”, explica Gikovate. Portanto, da próxima vez que tirar a roupa, resista à mania de se comparar aos outros e lembre-se de que, na verdade, seu único parâmetro deve ser você mesma.




Edição Tamara Foresti / Reportagem Letícia Mori

terça-feira, 12 de abril de 2011

No Dia do Beijo, aprenda dez motivos saudáveis para beijar sem medo

Quarta-Feira, 13 de abril de 2011, Dia do Beijo


O beijo é delicioso, principalmente quando dado com paixão. Mas você sabia que também faz um bem danado à saúde e aos relacionamentos? No Dia do Beijo, 13 de abril, confira dez benefícios que este ato traz à sua cabeça, ao seu corpo e, claro, ao seu coração. Depois, coloque em prática o carinho do jeito que preferir: seco ou molhado, apaixonado ou sem compromisso, barulhento ou sem ruído.

1) Pesquisas afirmam que o beijo estimula o cérebro a liberar endorfina, criando uma sensação de bem-estar. Lembre-se de que, quanto mais excitante e apaixonado, maiores são os benefícios para a saúde, disse a principal agência de terapia sexual britânica, Relate.

2) Aliás, a instituição recomenda o beijo até como forma de combater a depressão, porque a endorfina age como um verdadeiro antídoto para a neurose, por conta do prazer que proporciona.

3) Traz tanto bem-estar e prazer quanto um bom sexo, segundo a sexóloga britânica Denise Knowles, que trabalha como assessora de terapia sexual da Relate. E apresenta a vantagem de poder ser desfrutado até em público.

4) É considerado ainda um santo remédio para o estresse, de acordo com o estudo da neurocientista americana Wendy Hill. A profissional analisou o comportamento de 15 casais, divididos em dois grupos.
Metade dos voluntários deveria se beijar, enquanto a outra não podia desfrutar da carícia. Depois disso, amostras de sangue e de saliva dos participantes foram analisadas.
O nível de cortisol, relacionado ao estresse, despencou consideravelmente no grupo de beijoqueiros. Já o de oxitocina, hormônio relacionado ao prazer, aumentou nos homens e se manteve estável ou caiu nas mulheres.
O curioso é que as moças que tomavam anticoncepcionais orais apresentaram mudanças hormonais parecidas com as dos rapazes.

5) Quem não gosta de um beijão daqueles, que tira o fôlego e deixa o coração acelerado? Pois bem, esse aumento dos batimentos cardíacos melhora a oxigenação do sangue.

6) O beijo prepara o corpo para a relação sexual. Não é à toa que o famoso Kama Sutra ressalta sua importância no relacionamento. "O primeiro ensinamento do guia indiano é a intimidade entre corpos, a invasão de um pelo outro. O beijo, carícia inicial básica do sexo, é descrito como a luta das línguas, isto é, estabelece a intensidade dos passos seguintes do ato sexual", afirmou a psicanalista e sexóloga Regina Navarro Lins, autora de O Livro de Ouro do Sexo.
Treine beijocas diferentes, com intensidades variadas, antes e durante uma noite de amor.

7) Durante o ato sexual, ajuda a manter os níveis de excitação. Garante ao homem uma ereção mais vigorosa e um melhor controle da ejaculação, e, à mulher, a lubrificação vaginal, como assinalou o Projeto AmbSex (Ambulatório de Sexualidade);

8) Beijar também é um exercício. Movimenta 29 músculos, sendo 17 só da língua. Alguns dermatologistas apontam que esse trabalho muscular pode ajudar a manter o rosto jovem por mais tempo, além de melhorar a sustentabilidade da pele.
E que a verdade seja dita: quando bem dado, deixa qualquer um com expressão de felicidade e distribuindo sorrisos.

9) Como toda atividade física, queima calorias. A quantidade só depende de você, que determina as séries e as repetições. Então, que tal começar a treinar já?

10) É uma boa maneira de saber se o casal tem "química". O motivo de despertar paixões ou provocar o desencanto ainda é desconhecido, como informou a sexóloga Regina.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ejaculação feminina (Parte 1)




por Bel Vieira |

Afinal, o que é essa poça d’água sob os lençóis depois de uma noite de perder o fôlego?
A cama estava pegando fogo, estilo 'se-melhorar-estraga', com aquela intimidade que só vem com o tempo. Até que aconteceu. A felizarda, quer dizer, a advogada Raquel M., 27 anos, estava na sua posição preferida, por cima, quando teve um orgasmo inesquecível. Só não contava com um detalhe: o lençol ficou simplesmente encharcado! Raquel tomou um susto e pensou que tivesse feito xixi. Você também não faz a menor idéia do que era aquele aguaceiro todo? O Bolsa de Mulher explicar tim-tim por tim-tim o que é (e o que não é) ejaculação feminina.

O tema não é consenso entre os especialistas. Sem muita informação sobre o assunto, é comum que as mulheres se sintam confusas quando são pegas de surpresa pelo líquido transparente que não é água nem xixi e ensopa os lençóis quando a temperatura esquenta. É o que conta a estudante Rose J., em dúvida sobre o que escorre entre suas pernas. "Não sei se o que acontece comigo é exatamente ejaculação. Não sai 'um jato', mas fica uma poça imensa na cama, de um líquido que sai no momento em que gozo. Isso deve ser ejaculação, né?", questiona, revelando que quando a tal enchente acontece, não importa se o nome é ejaculação ou não, o prazer é maior do que o orgasmo.

Melhor que orgasmo? Existe isso?

A produtora Vitória R. já experimentou (e repete com certa frequência!) os prazeres da ejaculação e garante que é essencial conhecer o próprio corpo. "Não passo aperto na arte de gozar porque me conheço, tenho liberdade e clareza para dizer ao homem o que gosto", ressalta. Para chegar lá, a produtora ensina o caminho das pedras. "Acontece quando fico deitada com as pernas para cima, presas no pescoço dele. Essa posição estimula o ponto G. Além disso, os dedos em movimentos circulares, entrando e saindo com pressão ajudam muito", revela.

O aguaceiro é tão grande que ela já chegou a pensar que o gozo era do homem e que a camisinha havia estourado. "Às vezes causa até uma confusão sobre quem gozou, sabe? Tipo, furou a camisinha, ó não! Até que percebo que fui eu que ejaculei um jato d'agua forte", explica. Sem se preocupar com questões de nomenclatura, o fato é que molhar a cama não é lá a coisa mais comum no mundo e o namorado pode ficar com aquela cara de interrogação. "Eu explico para ele que isso acontece, que é sinal de muito prazer e tal, porque teve um que pensou que fosse xixi!", conta Vitória.

Já Raquel diz que não dá pra confundir, porque não tem cheiro e é claro, quase transparente. "O único incômodo é molhar tudo. Uma vez rolou numa barraca de camping e foi um tanto constrangedor", lembra.
Mas, afinal de contas, o que é e da onde vem a chamada ejaculação feminina? A opinião dos profissionais acerca do tema é polêmica: há os entusiastas e os que garantem que isso não passa de uma tremenda bobagem.

Ejaculação feminina: mito ou verdade? (Parte 2)

A sexóloga Fátima Protti esclarece dúvidas sobre o assunto polêmico



A ejaculação feminina já foi citada por sexólogos e médicos de diferentes épocas. É a ocorrência na qual a mulher expele grande quantidade de líquido durante o orgasmo.

Para Talita Castelão, bióloga e mestre em sexualidade humana, "a ejaculação feminina é um fenômeno provocado pelas glândulas de Skene. Ela ocorre, geralmente, associada ao alto nível de excitação. O líquido tem composição bioquímica peculiar e difere da urina e lubrificação vaginal típica."

Alguns ginecologistas defendem que a ejaculação também pode acontecer pela intensa estimulação do ponto G e em mulheres que têm orgasmos múltiplos.
Contudo, o termo “ejaculação feminina” é combatido por boa parte dos profissionais de saúde, isso porque o líquido expelido tem a mesma característica daquele liberado durante a lubrificação, só que sai em forma de jato devido às contrações vaginais.



Diego Viviani, psicoterapeuta sexual e pesquisador do Instituto Paulista de Sexualidade (Inpasex), relata que o fenômeno não é prejudicial à mulher e nem ao parceiro. Por isso, ela não deve sentir vergonha ou reprimir a manifestação, que é natural e, muitas vezes, mexe com o imaginário masculino. Obviamente que possibilidades de infecções e transmissões DSTs devem ser observadas, como em qualquer relação sexual.

Então não é mito?

Seja qual for o nome dado, a “ejaculação feminina” pode sim ocorrer. Contudo, em 17 anos de atendimento clínico, jamais recebi um relato ou qualquer menção a respeito do fato.

E o que chama ainda mais a minha atenção é que, segundo estimativas, 10% da população feminina tem ejaculação, enquanto 6% apresentam vaginismo - queixa essa muito frequente em consultórios.

Esses dados me levam a considerar três hipóteses: 1) essas mulheres estão bem adaptadas em relação à resposta fisiológica que em nada atrapalha suas vidas; 2) O fato ocorre de forma imperceptível por essas mulheres e seus parceiros; 3) O número de mulheres em nossa população é muitíssimo inferior ao que se estima.

Com ou sem ejaculação, o importante é curtir o prazer na relação a dois.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

20 dicas para conquistar ou turbinar seu orgasmo

Um guia para aumentar seu prazer durante o sexo e chegar lá!

Selecionamos dicas para te ajudar a chegar ao clímax com mais facilidade – ou tornar seus orgasmos ainda mais intensos. Listamos 20 coisas que você pode descobrir para se divertir ainda mais na cama e ter muito prazer – sozinha ou acompanhada.

Conheça seu corpo. A masturbação te ajuda a descobrir como gosta de ser tocada e quais pontos são mais sensíveis. “Mulheres não se conhecem e querem que o parceiro adivinhe onde ela quer ser estimulada!”, diz Elsa. Portanto, explore o prazer sozinha sem medo! “Funciona muito ficar na frente do espelho e explorar partes do corpo. É uma forma de ensaiar a desinibição”, defende Carla Cecarello, psicóloga, sexóloga e fundadora da Associação Brasileira de Sexualidade.

Faça tudo no seu tempo. Capriche nas preliminares, abuse dos jogos de sedução, tire a roupa lentamente e esquente o clima com beijos e carícias até você estar bem excitada. Afinal, pra que a pressa?

Estimule outras zonas erógenas. Experimente sensações de outras partes do corpo - você pode se surpreender! Existem mulheres que relatam chegar ao orgasmo só com o toque nos seios, por exemplo. “O corpo precisa ser explorado em toda extensão: pescoço, colo, mamas, barriga, pélvis, virilha, interno de coxa, dedos dos pés. E os toques devem ser alternados usando as mãos e a boca”, explica Fátima Protti, psicoterapeuta sexual.


Relaxe. Não é momento de se preocupar com a bagunça do quarto ou com uma gordurinha extra no seu corpo. Você pode pensar sobre isso depois! Na hora da transa, respire fundo e aproveite o momento!

Informe seu parceiro. Diga a ele quais as posições e estímulos que mais gosta – eles nem sempre adivinham sozinhos! “Gosto assim” ou “continue fazendo isso” são toques bastante esclarecedores. E se é difícil verbalizar suas preferências, não hesite na hora de redirecionar as mãos dele para um carinho que te agrade– ele vai entender o recado!

Teste posições diferentes. Não é preciso comprar um livro do Kama Sutra ou ficar de ponta cabeça... Mas dê preferência para as posições que favoreçam a estimulação do clitóris. Carla Cecarello sugere a “manobra de ponte”: a mulher sentada por cima do parceiro, com ela ou ele estimulando o clitóris junto com a penetração. “Isso ajuda porque muitas mulheres têm dificuldade de atingir o orgasmo só com a penetração”, diz a especialista.

Exercite sua vagina. Uma musculatura íntima tonificada pode aumentar seu prazer. Para isso, exercite a região vaginal enrijecendo e soltando os músculos internos (aperte e solte, basicamente). Em lojas de produtos eróticos são vendidos pequenos pesos para auxiliar o processo. Dentro da vagina, é preciso segurá-los com a musculatura local para praticar

Não se sinta obrigada a gozar junto com ele. Se isso acontecer, ótimo, mas o importante é que vocês dois fiquem satisfeitos, mesmo que um chegue lá antes. “Isso é coisa de Cinderela, não existe. Cada um tem o seu tempo e vai depender do dia, vontade e estimulo. Cada um busca o seu orgasmo”, diz Cecarello.

Drible a rotina: Uma lingerie nova ou roupa que faça você se sentir sexy pode esquentar o clima. E que tal seduzir seu parceiro em um ambiente diferente da casa, para variar? Uma noite romântica no motel também pode ser uma boa pedida.

Prepare o ambiente: Luz indireta, aromas e velas criam um clima. Aliás, lâmpadas vermelhas e laranjas são um Photoshop natural e ajudam a esconder imperfeições, além de serem tons quentes e sexy.

Não finja: Seu parceiro precisa saber o que te agrada e o que não dá resultado. Fingir um orgasmo é mentir para você mesma e para ele.

Estimule os cinco sentidos. Aposte em detalhes como óleos perfumados para massagem, música ambiente, lingerie colorida (saia do preto), frutas e uma bebida como espumante ou um coquetel sem álcool bem atraente. Tudo isso ajuda a despertar as sensações do corpo.

Fale durante o sexo. Peça para ele falar palavras ou frases que podem aumentar seu prazer e seja mais verbal também, contando o que sente e o que deseja durante a transa.

Lubrificação, lubrificação e... lubrificação! Para sexo oral, penetração vaginal e sexo anal a lubrificação é importante para garantir o prazer. Use e abuse dos produtos a base de água.

Diga sim para novas experiências. Lógico que não é preciso fazer algo que você não gosta, mas teste brincadeiras na cama, ouça as fantasias do seu parceiro e tente botar em prática algum desejo seu! Que tal fazer aquele striptease você tinha vontade? “Contos e filmes eróticos são uma boa ferramenta e podem auxiliar a aumentar o grau de excitabilidade. Assim aumenta a chance de chegar ao orgasmo”, diz Carla.

Namore sempre. Não importa se vocês se conhecem há um ano ou estão casados há 20. É preciso ter momentos para o casal, como tomar banho juntos, sair para jantar ou ir ao cinema. Isso ajuda a manter um clima de romance constante.

Faça o sexo presente em vários momentos do seu dia. Pense sobre o assunto, relembre suas transas e arrisque mensagens picantes ou e-mails para seu parceiro. O desejo vai crescendo à distância...

Uma transa só para você. Separe um momento para pedir carícias, sexo oral e o que mais gostar sem ter que retribuir.

Verifique suas medicações. Alguns remédios como antidepressivos podem diminuir o desejo sexual.Verifique esse efeito colateral junto ao seu médico.

Procure ajuda profissional. Se você sentir dor na relação ou encontrar outro tipo de dificuldade recorrente, não hesite em procurar ajuda com um ginecologista ou psicólogo.

Júlia Reis

Quais os segredos para um bom sexo oral?

Não há homem que não goste de receber sexo oral. A língua e a boca têm a temperatura e a umidade ideais para tornar a carícia muito mais excitante.

Vanessa de Oliveira, escritora e ex-garota de programa, explica sem frescuras como enlouquecer um homem com a prática




Por incrível que pareça, não é o sexo anal o campeão do ranking das preferências sexuais masculinas. O vencedor é o oral. Portanto, as garotas de programa abusam dessa prática e se dedicam a aprender e fazer bem. Não há mulher boa de cama se ela não souber fazer um sexo oral bem feito. Sexo oral é imprescindível.

A primeira grande dica é manter a boca e língua bem umedecidas. Como a glande é uma região bastante sensível, precisa ter diminuído o atrito seco e a saliva ajuda a tornar o toque mais excitante, pois desliza melhor.


Começa-se pela fala, dizendo o quanto se gosta e sente prazer em fazer oral nele. Se ele não estiver antes excitado, começará a ficar assim que começara ouvir. Eu usava desse artifício quando era garota de programa, pois algumas vezes meus clientes chegavam no quarto desejando fazer um programa, mas estavam sem ereção e para dar um início rápido ao seu processo de excitação eu usava dessa estratégia.

Aprecie o pênis dele com as palavras, com a boca e com os olhos. Homens são verdadeiros narcisistas no que diz respeito ao pênis e esperma. E eles gostam de ver expressões de desejo no rosto de quem os acaricia com oral. Aproveite para fazer enquanto fala frases picantes.

Massageie e acaricie os testículos dele, um de cada vez. Acredite, ele vai adorar! Deslize seus dedos em direção ao períneo e acaricie essa sensível região, sem pudores. Confie em mim, ele irá delirar! Depois de falar, segure com vontade o pênis, não de forma delicada como quem tem medo, mas com firmeza, com maestria.

Então é hora de por em prática o oral. Começa-se pela glande, com a boca bastante úmida envolvendo-a por inteiro. Nessa hora deixa-se a língua flácida e faz-se movimentos de subir e descer, ora tirando o pênis totalmente da boca, ora subindo e descendo sem parar.

Leva-se também o pênis até o fundo da garganta. Procure, no momento que o pênis está todo envolto pela boca, fazer sucção com bastante força, e procure deixar a boca mais suave (diz-se toque aveludado) quando estiver na parte da glande.

Estou falando aqui os segredos que uma profissional do sexo usa para ter êxito no sexo oral. No início você pode sentir um incômodo, mas com o treino não se tem mais a sensação do refluxo quando o pênis toca a epiglote.

A região de maior sensibilidade é a glande, mas nela encontramos uma micro região que é mais sensível ainda, o freio do prepúcio. Vale a pena dar uma olhada em um livro de anatomia para você saber a localização exata, ou então procurar figuras da anatomia peniana na internet.

Exatamente nessa parte é que se concentrará a atenção especial. Tem duas maneiras diferentes de se dar prazer com oral no freio do prepúcio. Uma delas é, com a língua umedecida e rígida, sem estar com a boca na glande, friccionar o freio, apenas com a ponta da língua rígida. Brinque de percorrer o curto comprimento do freio do prepúcio e brinque também na transversal do freio.

A segunda maneira é com a boca envolvendo toda a glande, também se acaricia o freio do prepúcio, só que usando a língua flácida. Apesar da parte mais erógena do pênis ser o ápice, explora-se todo o corpo peniano e passa-se a língua envolta dele, dando paradas para dar sugadas na região da virilha também. Profissionais do sexo abusam dos movimentos repetitivos, fazendo inicialmente em ritmo devagar e depois acelerando os movimentos.

Para aumentar a força do orgasmo, faz-se com que o momento dure o maior tempo possível, mudando de ritmo quando ele estiver a ponto de ejacular, dessa maneira é possível controlar a hora da finalização. Mudanças frequentes no movimento costumam retardar a ejaculação, bem como movimentos repetitivos e vigorosos aceleram o processo.

Para causar maiores arrepios no homem, balas de halls preto podem estar na boca enquanto o sexo oral é feito. Essa até é uma dica da década passada, hoje em dia já se conta com gel comestível de vários sabores que também causam a mesma sensação refrescante da bala, veja algumas opções na Delice Sex Shop. Causam sensações térmicas incomuns, que excitam os homens.

Depoimento de Vanessa de Oliveira

quarta-feira, 30 de março de 2011

Dúvidas sobre sexo anal ainda são frequentes entre as mulheres

A sexóloga Fátima Protti e o ginecologista Théo Lerner respondem a perguntas das leitoras
28/03/2011 10:36

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Parece mais do mesmo, mas não é. Impressiona o número de mulheres que manifesta dúvidas sobre sexo anal. Por isso, hoje a coluna será dedicada a esse tema e tem como convidado o ginecologista e sexólogo e Théo Lerner.

Durante o sexo com o meu marido, algumas vezes toco bem próximo ao ânus dele. Eu percebo que ele gosta, mas logo pede para eu parar. Não entendo essa atitude.
Alguns homens ficam desconfortáveis porque acreditam que somente homossexuais podem sentir prazer nessa região. Eles desconhecem que ao redor do ânus existem enervações que, ao serem estimuladas, provocam grande excitação e prazer independente da orientação sexual. (Fátima Protti)

Falando de higiene: pode ocorrer alguma situação constrangedora durante o sexo anal? É possível algum tipo de prevenção?
Na prática do sexo anal sempre existe a possibilidade de contato com o material fecal, que pode estar presente na região retal. Evacuar algumas horas antes de praticar o sexo anal para esvaziar o reto pode diminuir essa possibilidade. Da mesma forma, o uso de enemas ou lavagens também diminuem o risco de contato com as fezes. Contudo, esses recursos de limpeza devem ser utilizados com moderação, pois tal prática interfere na flora bacteriana local e pode causar irritações. Mesmo com todos os cuidados descritos, se acontecer algum "acidente", o melhor a fazer é levar na esportiva e partir para o chuveiro. (Théo Lerner)

Posso ter algum tipo de ferimento grave ou fissura por conta do sexo anal? Nesse caso, como eu devo proceder?
O esfincter anal e a mucosa retal não possuem a mesma elasticidade e lubrificação da mucosa vaginal, portanto existe sim maior risco de lacerações ou contusões nesse local durante a prática do sexo anal. Em caso de dor forte ou sangramento, a saída é procurar um médico para avaliar a extensão do dano e saber quais são as medidas necessárias. Vale lembrar que cuidado e delicadeza são sempre importantes para a prática do sexo anal. (Théo Lerner)

É possível uma “mulher real” ter prazer com o sexo anal? Ou isso só é visto em filmes eróticos?
Sim, é possível. No entanto, para curtir, primeiro é preciso se sentir à vontade com a prática. A iniciação do sexo anal deve ser gradativa e com bastante gel lubrificante à base de água e camisinha para facilitar a penetração – além disso, a camisinha também protege contra DSTs e AIDS. O parceiro deve começar com o dedo, fazendo movimentos suaves circulares e de introdução. Em alguns casos são necessárias mais de uma transa para a introdução do pênis – tudo deve ser feito com cuidado e lentamente. A mulher precisa sentir prazer e não dor durante o sexo anal, mas se isso não for possível, então talvez seja melhor optar por outras práticas sexuais. (Fátima Protti)

Fazer sexo anal com frequência pode prejudicar a minha saúde ou mudar o meu corpo?
Não existe nenhuma mudança corporal específica associada à prática de sexo anal. Os prejuízos à saúde podem ser minimizados com uma prática consciente, evitando excessos e se protegendo com o preservativo. (Théo Lerner)

terça-feira, 22 de março de 2011

O que as mulheres querem na cama




(Em outras palavras, veja como é fácil nos agradar entre quatro paredes.)

Por Clarissa Corrêa

Já faz algum tempo que eu queria escrever sobre isso, mas nunca dava. Há algum tempo, assisti um programa da Oprah em que uma das entrevistadas era a atriz pornô Jenna Jameson (uma loira peituda, como a maioria delas). Dia desses, estava dando a reprise e resolvi assistir novamente, porém com mais atenção. Afinal, o que as mulheres querem? O que gostam? Mulheres curtem somente filmes com historinhas? Como funciona o universo pornô feminino?

Acho que hoje em dia, por incrível que pareça, ainda existe muito preconceito. Há algumas semanas fui na farmácia e, dentre outras coisas, comprei camisinha. Na fila, senti olhares curiosos e espantados de homens. Oi? Camisinha, conhece? As pessoas têm uma mania incrível de rotular e julgar as outras, o que acho totalmente fora de propósito. O que tem de mais comprar camisinha? Esses olhares esquisitos fazem com que eu me sinta constrangida em chegar para o moço do caixa e entregar o produto com a mesma naturalidade que eu entregaria um remédio para dor de cabeça.

Sexo sempre foi um assunto mais comum entre os homens. Os meninos, quando pequenos, ficam pegando no "tico", sacudindo, puxando, descobrindo o que é aquele negócio pendurado no meio das pernas. As meninas, não, pois o negócio delas é interno, como assim ficar com a mão na perereca? O que é isso? Não pode. E a coisa toda vai sendo construída dessa forma: o menino cresce, o pai diz pra ele se proteger, compra um pacote de camisinhas e fim de papo. E a menina? Bom, de repente a mãezinha tem o bom senso de levá-la ao médico, de dar algum tipo de orientação. Ou não. Depois, reclamam que a adolescente de 15 anos apareceu grávida. Se o assunto fosse falado e conversado sem aquela tarja preta escrito coisa-que-não-se-fala-na-frente-de-todo-mundo as crianças e adolescentes teriam uma melhor visão do sexo e até mesmo do próprio corpo, afinal, para ter uma vida sexual boa a pessoa precisa se conhecer.

Os homens consomem pornografia como bebem água. No meio do trabalho recebem um e-mail com fotos de mulher pelada ou um vídeo com mulher se masturbando e todo mundo acha natural. Mas, a gente sabe, se um grupo de mulheres se reunir na frente do computador de uma colega no horário do expediente para ver um gostosão com um pau enorme se masturbando, ah, não pode, que horror, piranhas. Infelizmente, o mundo é assim. Algumas coisas já mudaram, outras não. Acho que as mulheres têm vergonha da própria sexualidade.

Muitas das minhas amigas dizem que não se masturbam. Eu acho que se você não conhece o próprio corpo, não sabe onde gosta de ser tocada dificilmente terá prazer total na vida a dois. Muita gente tem vergonha de ter um vibrador, por exemplo. Acham feio, grotesco, agressivo. Hoje em dia, existem milhares de modelos. Você encontra muitas sex shops online, ou seja, ninguém te vê, você escolhe o que quer na segurança da sua casa, eles mandam em caixinhas discretas e ninguém sonha o que tem lá dentro, só você.

Toda mulher quer ser vista. E esse "ser vista" não é ser olhada superficialmente. As mulheres querem ser olhadas no fundo. Do avesso. Toda mulher quer se sentir desejada. Jenna Jameson, na entrevista, falou uma coisa que acredito muito: a mulher quer se soltar tanto com o seu parceiro a ponto de se sentir uma atriz pornô. Porque as mulheres amam o amor, é claro. Adoram ser amadas e cuidadas. Mas as mulheres também querem tirar a roupa, a máscara, tirar tudo e virar outra. No sexo a gente acaba virando outro e, ainda assim, sendo o mesmo.

Não existe uma mulher que nunca tenha olhado-para-o-teto. Olhar para o teto é assim: o sexo tá meia boca, o cara tá curtindo, você tá lá ah-ah-oh-oh louca que a coisa termine e não termina nunca e o cara continua curtindo e você ah-ah-oh-oh e olha para o teto procurando alguma falha na pintura, alguma teia de aranha, algum mosquito. Aí acaba. Ele goza, você sorri e pensa que-bom-vamos-dormir-agora. Tem mulher que nunca goza. Tem mulher que sempre finge. Tem mulher que finge às vezes. Tem mulher que nunca fingiu. Vou ser sincera: nunca fingi. Acho assim: às vezes a gente goza, em outras não. E tudo bem, não é pecado não gozar. E não gozar não quer dizer que o sexo tava ruim. O problema é quando o olhar para o teto vira regra e não exceção. Tem gente que se acostuma com essa coisa meia boca. Muitos têm medo de conversar sobre sexo, fantasias, posições preferidas, desejos, etc.

O casal tem que estar aberto para a conversa. Você fala como gosta, ele diz o que prefere. Mas ambos precisam se enxergar. Não adianta um só se esforçar. É claro que ninguém é máquina sexual, existem períodos de baixa e de alta. Muitas vezes você está com mais tesão, em outras fica sem vontade. A vontade de transar depende de muitos fatores. O cansaço e a correria muitas vezes falam mais alto. Os problemas no trabalho também. A própria relação do casal influencia. Se as coisas não estão legais é difícil o sexo rolar legal. Mas uma coisa é certa: sexo não segura relacionamento. Não adianta você achar que vai segurar o cara dando shows toda a noite. Isso não sustenta nenhuma relação.

E quando as coisas estão mornas? Compre uma lingerie nova, alguns brinquedinhos ou fale. Sim, falar ajuda bastante, principalmente se você disser tudo que tem vontade de fazer. É preciso ter coragem, se libertar de pequenas vergonhas ou aquele velho o-que-ele-vai-pensar. É claro que o cara também tem que ter noção. Se você já comprou coisinhas novas e ele nem se manifestou, converse. Pergunte o que está havendo.

Mas o que as mulheres querem? Toda mulher quer que o homem olhe pra ela com vontade. Que ela enxergue nos olhos dele esse-cara-realmente-quer-me-comer. Que ele não seja previsível. Que beije muito. Que preste atenção nas preliminares, que são essenciais. Que pegue, pegue com força. Segure pelo cabelo, beije a nuca, o pescoço. Que faça massagem. Que entre no chuveiro para tomar banho junto. Que tenha ideias e seja criativo. Que acenda velas, que prepare o ambiente. Nenhuma mulher quer um cara que se deite, daqui a pouco fique de pau duro, dê dois beijinhos e parta pra cima. Não! E tem outra: mulheres têm dias mais amorosos (ou seja, você precisa dar mais carinho, beijinho, olhar no olho, ser amoroso) e dias menos amorosos (ou seja, você pode puxar cabelo, dar tapa na bunda e falar putaria que tá tudo certo). Mulheres também gostam de filmes e de putaria, não são só os homens. Quem pensa assim tá muito enganado. Hoje em dia cresce cada vez mais os filmes pornôs dirigidos por mulheres. É bom lembrar que não é só a mulher que precisa estar cheirosinha, o homem também precisa se cuidar. E, principalmente, conquistar.

Homens têm a mania do egoísmo. Pense na sua mulher. Mande uma mensagem no meio do dia dizendo tudo que quer fazer com ela mais tarde. Escreva um e-mail mais caliente. Mande para o trabalho dela uma caixa com uma calcinha bonita dentro. Leve ela em algum lugar especial com os olhos vendados. Crie. Reinvente a relação. Mas nunca, nunca esqueça: preste atenção na sua mulher. O que a mulher mais quer é se sentir única, desejada, saber que só ela excita o homem que está ao lado dela. Se você conseguir fazer sua mulher se sentir única e especial na cama a vida de vocês fora dela vai se tornar muito melhor.

Para Eles


Por Clarissa Corrêa

Escrevo para você, que acha que entende tudo de sexo. Você pensa que sabe lidar com todas as mulheres. Pois eu digo: não sabe, não, seu bobalhão. Pensa que é esperto, só por que tem anos de revistas de mulheres peladas nas costas, multiplicados por anos de videozinhos pornográficos ,somados a anos de trepadas de uma noite.

Para começar, esqueça aquele papo de que mulher adora palavrinha de amor antes de transar. Para levar uma mulher para cama você não precisa ser romântico. É claro que mulheres amam pequenas delicadezas, velas aromáticas, massagens com óleos e flores, mas toda mulher adora uma palavra firme, um sussurro, uma baixaria dita baixinho no ouvido, pegada forte e segurança. Homem tem que ser homem. Entende essa frase? Não somos o sexo frágil, não. E queremos – de verdade - que vocês mostrem o quanto são fortes. Não é para dar soco, tapa e chute, sexo não é luta livre. Mas aposte numa boa puxada de cabelo e total virilidade.

A socióloga Camille Paglia disse uma frase que acho ótima (em resposta a todo esse movimento para transformar os homens em pessoas cheias de nhéin nhéin nhéin): “Eu diria para os homens: fiquem de pau duro! E para as mulheres: lidem com isso!”. Toda mulher quer um pau duro. Duro, não, beeeeeeem duro. O pau duro para a mulher é um troféu, uma prova de que ela é poderosa, excita o homem, enlouquece o cara que está com ela, é a prova de que naquele momento é a única criatura capaz de fazer com que o pau fique duro. Bem duro.

Como eu já falei outras vezes, as mulheres querem ser únicas até o fim. Somos criadas para isso. Crescemos ouvindo a Cinderela, que tinha o príncipe. E é claro que a Cinderela encantou o príncipe. Somos criadas para encantar, somos feitas para atrair o sexo oposto. Somos bichos, queremos um pau duro. Queremos deitar e rolar com o pau duro. Queremos nos aproveitar do pau duro. Queremos mostrar para o mundo todo que somos capazes de deixar um cara aos nossos pés. E de pau duro. Insisto no pau duro, pois ele é a representação mais do que clara de que somos realmente irresistíveis.

Achou distante essas afirmações? Qual a primeira pergunta que uma mulher faz quando você não transa mais com ela? Você está me traindo? Está comendo outra pessoa? Perdeu o tesão por mim? Perdeu o interesse? NÃO ME AMA MAIS? É exatamente isso: se o cara não manifesta mais nenhum tipo de tesão, a mulher pensa que o amor acabou. Por quê? Porque queremos um homem sempre de pau duro. O pau duro representa, além de vontade, desejo, amor. Sabe por quê? Porque se vocês dois se beijam, se abraçam, riem, se divertem, dançam juntos, contam segredos, andam de mãos dadas, mas não trepam, a mulher nunca pensa que é uma fase (sim, temos fases. Uma hora transamos mais, em outras menos), e sim QUE VOCÊ NÃO AMA, QUE NÃO QUER MAIS, QUE ACHOU OUTRA. Sempre relacionamos uma coisa com a outra. Mesmo que as duas coisas nunca tenham se cruzado na vida.

Uma mulher quer ser admirada. Notada. Vista. Despida. Com os olhos, com as palavras, com a boca, com os dedos, com tudo. Muito elogio, muita admiração, muito olho no olho, muita sacanagem no ouvido. É isso que uma mulher quer. A gente não quer só tirar a roupa e partir para o sexo. A gente quer carícia, beijo no pescoço, baixaria, puxada de cabelo, ousadia, proposta indecente. É isso: indecência. Amor e indecência. Não necessariamente nessa ordem.

Você, que acha que entende tudo de sexo, preste bem atenção: você não sabe nada. Homens e mulheres são diferentes e todos nós sabemos disso. Homens são mais visuais. Mulheres se excitam com palavras, mãos, gestos e um fantástico sexo oral. A maior parte dos homens se acha mestre nessa arte, mas, cof, cof, desculpem, vocês não sabem de nada. Neste caso, a pressa é INIMIGA MORTAL da perfeição. A força não é bem-vinda. Tenha jeito. Muito jeito. Treine com um pote de iogurte, se for o caso. Mas treine. Treine muito. Um bom sexo oral desarma qualquer mulher. Ficamos completamente desnudas. Em todos os sentidos. E aí, meu amigo, podemos realizar todas, todinhas as suas fantasias.

sábado, 19 de março de 2011

Dez dicas para esquentar a sua noite




"Burocrático". Se é desta forma que você define o sexo no seu namoro, está na hora de fazer algumas mudanças radicais. Mesmo que você não seja uma "mestre do sexo" e nem esteja a fim de comprar uma edição do Kama Sutra para praticar em casa, existem algumas coisas que você pode (e deve) fazer para esquentar a sua noite.
Depois de um certo tempo no relacionamento, o sexo tende a perder um pouco do mistério - principalmente pela falta de criatividade do casal. O sexo tem infinitas variações e com certeza há muita coisa que pode ser posta em prática. O tempo de convivência e a cumplicidade entre o casal contarão a favor, já que os dois se sentirão mais à vontade para dividir fantasias e cometer pequenas loucuras.
Não force situações com as quais você ou ele não se sintam bem. E não se esqueça que não importa o tempo de convivência do casal: a camisinha continua sendo fundamental. As sugestões da lista abaixo, dadas pela sexóloga Glene Faria, podem dar o empurrão que falta para acabar com a burocracia na sua transa.

1. Melhorar a auto-estima
Você não vai convencer seu parceiro de que a noite será maravilhosa se não se convencer disso primeiro. E o primeiro passo é se achar atraente, bonita e gostosa. Um pneuzinho, uma ruga ou uma mancha não são motivos para se olhar no espelho e se sentir mal.

2. Conversar sempre
Você pode fazer sexo em silêncio - ou sem trocar uma palavra inteligível. Mas a conversa, na cama e fora dela, pode melhorar a qualidade do sexo. Diga, ou aponte a ele, onde gosta de ser tocada e o que lhe dá mais prazer. Incentive-o a fazer o mesmo.

3. Criatividade
Para tirar o seu parceiro da frente da televisão e instigá-lo a uma noite de amor, vale tudo. Bilhetinhos, recados apaixonados no telefone e até os telegramas fonados. Telefone para ele durante o trabalho e convide-o para uma viagem maravilhosa essa noite. Talvez ele peça ao chefe para sair mais cedo...

4. Bom humor
Durante o sexo, é preciso estar disposta. Nunca faça porque se sente obrigada. O homem sente mais prazer se perceber que você também está aproveitando. Mantenha o bom-humor mesmo que nem tudo saia como o planejado. Assim, você garante que vai haver uma nova oportunidade.

5. Romantismo
Pode parecer que só as mulheres gostam de romantismo, mas os homens também aproveitam esses momentos. Abuse dos carinhos, beijos e abraços. Prepare um jantar à luz de velas, mantendo o suspense para o que vem depois.
6. Mudar o ambiente
A mudança de cenário dá à relação um sabor diferente. Se o quarto e a cama parecem convencional demais, porque não a sala, a cozinha ou até a lavanderia? Um motel também é uma ótima opção, principalmente se outras pessoas moram na casa. Um bom espelho no teto e uma banheira de hidromassagem, mesmo sendo clichês, são muito excitantes.

7. Explore as fantasias
Descubra suas fantasias e as compartilhe. Diga ao seu parceiro o que você gostaria de fazer com ele e coloque em prática. Deixe que ele faça o mesmo. É importante que os dois se sintam seguros e bem em realizar essas fantasias. Não faça algo que não faz você se sentir bem e nem obrigue-o a fazer.

8. Sedução
O sexo envolve todos os sentidos e você pode colocar usar e abusar de todos eles. Impressione sua visão com uma lingerie sensual e um striptease. Faça nele uma massagem sensual, enquanto sussurra em seu ouvido o que vem depois.

9. Variações
Experimente novas posições sexuais. Pratique o sexo oral e o sexo anal, desde que se sinta à vontade. As variações vão provocar novas sensações e você vai querer repeti-las.

10. Brinquedos
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Laura Naime

sexta-feira, 18 de março de 2011

O que fazer para evitar o desgaste na vida sexual?



Namoro há três anos e seis meses e estou enfrentando muitos problemas na vida sexual com meu parceiro. O que eu faço?

Resposta: Quanto mais à vontade cada um se sente com a própria sexualidade, maior o potencial para cuidar dessa área na vida a dois.

Essa é uma condição para a disposição de reservar mais tempo para a expressão sexual e para aprender a eliminar as pressões do dia a dia que podem interferir negativamente na resposta sexual.

A manutenção do interesse sexual mútuo depende da capacidade de surpreender com novidades no relacionamento. Isso não significa ter que impressionar com inovações extravagantes e nem com malabarismos sexuais, mas ter criatividade para aperfeiçoar a exploração sensorial envolvente:

- qualquer área do corpo pode ser erógena, e não só os genitais, explore o tato/toque com boca e mãos - aperfeiçoe isso, de modo leve, solto e desencanado (brinque!);

- tenha empenho para criar um clima de intimidade agradável e comprometimento com a sintonia a dois.

A motivação do casal para a satisfação geral na vida a dois é o maior estímulo para promover situações sexuais prazerosas.

Fonte: Margareth dos Reis - vyaestelar

sexta-feira, 11 de março de 2011

DISFUNÇÃO DO DESEJO SEXUAL FEMININO

DESEJO SEXUAL HIPOATIVO

"Sinto-me cobrada na cama. Finjo prazer ou me queixo de dor de cabeça."


Cada vez mais as mulheres procuram ajuda quando sentem-se desmotivadas sexualmente. Buscam apoio em amigas, profissionais da área de saúde, como psiquiatras, psicólogos ou mesmo ginecologistas. Raramente abrem-se com seus parceiros por se sentirem ameaçadas na estabilidade de seus relacionamentos.

Muitas vezes, adotam a velha postura de "luta ou fuga". Ou seja, ou combatem o seu problema insistindo na relação sexual, mesmo não prazerosa, fingindo deleite e orgasmo, (o que deixa o parceiro de fora da realidade e excluído como apoio), ou fogem do contato sexual como o "diabo foge da cruz", queixando-se de dores de cabeça, cansaço e irritação, (evitando o apoio do parceiro, que geralmente sente-se rejeitado).

Muitas vezes o problema é deslocado para o companheiro, encarado como o "inimigo", responsável pela perda do desejo. A depressão é uma conseqüência freqüente e o desajuste conjugal é o passo seguinte.

Mas o que é isso?
Chamamos de Desejo Sexual Hipoativo (DSH) a esse transtorno sexual que acomete, em média, 35% da população brasileira. Caracteriza-se por uma diminuição ou ausência completa de fantasias eróticas e de desejo de ter atividade sexual. Há dificuldades no envolvimento com o parceiro, pois este queixa-se de falta de intimidade ou reciprocidade.

E diminui por quê?
Vários fatores podem determinar o DSH. Dentre os fatores orgânicos, devemos dar atenção a desequilíbrios hormonais. O aumento de prolactina, a diminuição de testosterona ou de estrogênio, podem causar uma baixa importante da motivação sexual. Várias medicações já estão disponíveis para lidar com esses problemas, como os hormônios de reposição ou drogas que restituem o equilíbrio hormonal.
Quando há infecções na vagina ou nódulos, a melhora destes quadros, com tratamento apropriado (antibióticos, analgésicos, lubrificantes, tratamento cirúrgico), restaura o desejo sexual.
Outro grande fator de diminuição do desejo é a depressão. Quadros de intensa tristeza e sentimentos de menosvalia acabam com o apetite sexual. O tratamento desses transtornos com antidepressivos pode restaurar o prévio desejo sexual. Infelizmente, grande parte dessas medicações pode provocar efeitos colaterais sexuais a curto e a longo prazo, como diminuição do desejo, impotência, retardo da ejaculação e anorgasmia. Por essa razão, o tratamento de depressão deve ser ministrado e acompanhado pelo psiquiatra. Existem algumas medicações que podem ser prescritas como "antídotos" para esses efeitos colaterais sexuais. Dessa forma, a pessoa pode se beneficiar do tratamento para depressão, sem prejudicar sua vida sexual.
Os fatores sociais e psicológicos têm muito peso no Desejo Sexual Hipoativo.
A forma de criação das mulheres nos países ocidentais, com muita repressão e influências culturais negativas no que tange à sexualidade, trouxe profundas conseqüências para a vida sentimental e sexual feminina. A mulher não é tão estimulada a se ver, a se tocar e a se conhecer sexualmente quando comparada ao homem. Educava-se para não permitir que a sexualidade feminina viesse à tona. Após a revolução sexual dos anos 60, houve uma tentativa de inversão desses valores. No entanto, busca-se ainda hoje um meio termo, um equilíbrio para a real identidade feminina.
É comum o conflito entre ser uma mulher maternal e também sexual, como se fossem funções incompatíveis. As queixas de baixa libido e depressão não são raras após o parto. O casal pode começar a se desajustar mesmo durante a gravidez. A mulher passa a se ver e a ser vista como um ser idolatrado, puro, destituído de atrativos sexuais. Passa a negar o lado sexual em prol de ser mãe.
Situações traumáticas de abuso sexual, mensagens anti-sexuais durante a infância, culpas, comportamento sedutor por parte dos pais, dificuldade em unir amor com sexo em si mesma (esposa X prostituta), raivas entre o casal e competição temida com o pai ou mãe, entre outras, são fontes de baixa libido nas mulheres.

Possíveis soluções:
O DSH é uma das disfunções mais difíceis de se tratar, pois geralmente acomete o indivíduo por longos anos, dado que as pessoas resistem muito em procurar ajuda. É freqüentemente originado por fatores psicossociais, sendo os raros casos de organicidade encaminhados para especialistas.
Grande parte das mulheres pode beneficiar-se de reeducação sexual, visando a informação e a permissão sexual. Ou seja, muitas mulheres não aprenderam a se aceitar sexualmente e a se conhecer, devendo passar por um processo de reeducação sexual a nível de consultório. É o que chamamos de terapia cognitivo-comportamental.
Outras apresentam problemas mais profundos de auto-estima, de culpas e de repressões. Para esses casos, a psicoterapia de orientação analítica e/ou o psicodrama podem ajudar significativamente.

Não deixe de procurar ajuda.
Busque uma alternativa para sua saúde sexual!

Disfunção erétil também é assunto de mulher

Disfunção erétil também é assunto de mulher
A participação da companheira é fundamental para o sucesso do tratamento da dificuldade de ereção e da satisfação sexual do casal.


Quem pensa que a Disfunção Erétil (DE) – dificuldade masculina de obter e/ou manter a ereção suficiente para um desempenho sexual satisfatório – é problema restrito ao universo masculino está muito enganado. A figura feminina exerce influência determinante no incentivo ao seu parceiro, no sentido de consultar o médico, descobrir as causas da DE e seguir o tratamento adequado.
Motivos para que elas participem não faltam. De acordo com o estudo Mosaico Brasil*, mais de 50% dos brasileiros acima dos 40 anos têm algum grau de disfunção erétil. Esta estimativa preocupa, especialmente se o homem não puder contar com o apoio de sua parceira.
E nem sempre este apoio ocorre. Segundo Carmita Abdo, psiquiatra e coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do estudo Mosaico Brasil, a maioria das mulheres prefere não se envolver na decisão do parceiro usar ou não medicamento para tratar a DE. O estudo aponta ainda que quando questionadas sobre o que fariam se pudessem decidir se o parceiro deve ou não utilizar medicamento para ereção, 34,6% das entrevistadas declararam que esta é uma decisão exclusiva dele; 35% afirmaram não ter opinião definida; 21,1% apoiariam o uso deste tipo de medicamento, enquanto 9,3% não apoiariam.
Segundo Carmita Abdo, “São vários os motivos que levam as mulheres a agir assim. Algumas delas acham que o medicamento, e não elas próprias, estimulará sexualmente o homem. Há também aquelas que temem que o parceiro use o medicamento em outros relacionamentos”.
As mulheres devem ser esclarecidas de que a DE está associada a uma série de problemas de saúde. Sua causa pode estar relacionada a questões orgânicas e/ou psíquicas, de intensidade leve a severa, o que reforça a importância do envolvimento da parceira no tratamento.
Para a psiquiatra, o apoio que a mulher pode conceder ao homem é o incentivo na busca por orientação médica. Até porque a DE pode preceder os sintomas e estar frequentemente associada a doenças como diabetes, hipertensão, colesterol alto, doenças cardiovasculares, doenças da próstata, depressão, ansiedade, entre outras.
A dificuldade de ereção tem tratamento. Inclusive portadores de insuficiência cardíaca, hipertensão e outras doenças relacionadas ao sistema cardiovascular podem fazer uso de medicamentos que favoreçam a ereção, como o Viagra, desde que orientados por seus médicos.
A psiquiatra alerta às mulheres para que entendam o que significa a disfunção erétil de seus parceiros e sejam mais participativas no incentivo ao tratamento não só da disfunção, mas especialmente da sua causa. Embora a DE acometa o homem, essa dificuldade influi na qualidade de vida e na satisfação sexual do casal.
Mosaico Brasil foi a maior pesquisa sobre sexo e afeto já realizada no País. Mapeou, ao longo de 2008, o comportamento afetivo-sexual de 8.237 homens e mulheres de 10 capitais brasileiras: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Manaus, Salvador, Fortaleza e São Paulo (com CDN Comunicação Corporativa

terça-feira, 8 de março de 2011

Ser Mulher



Mulher
Semente...
SER-mente...
SER que faz gente,
SER que faz a gente.

Mulher
SER guerreiro, guerrilheiro, lutador...
multimidia, multitarefa, multifaceta, multi-acaso...
multi-coração...

Mulher
SER que dá conta,
que vai além da conta,
que multiplica,
divide, soma e subtrai, sem perder a conta,
sem se dar conta, de que esse século foi seu parto,
na direção de seu espaço,
de seu lugar de direito e de fato,
de seu mundo que lhe foi usurpado e que agora é por ela ocupado.

MULHER...
Esse SER florado,
esse SER adorado,
esse SER adornado,
que nos poem em um tornado,
nos deixa saciado e transtornado,
que nos faz explodir e sentir extasiado.
SER admirado...

MULHER...
Nesse final de milénio, faça a transição.
Tire de seu coração a semente que vai mudar toda a gente
levando o mundo a ser mais gente...
Um mundo mais feminino,
mais rosado e sensibilizado,
mais equilibrado e perfumado...

PARABENS MULHER !!!
Não pelo oito de marco,
nem pelo beijo e pelo abraço,
nem pelo cheiro e pelo amaço.
Mas por ser o que és...
Humus da humanidade,
Raiz da sensibilidade,
Tronco da multiplicidade,
Folhas da serenidade,
Flores da fertilidade,
Frutos da eternidade...
Essencia da natureza humana.

Parabéns...

segunda-feira, 7 de março de 2011

Masturbação Feminina

Masturbação feminina
Muitas fazem, poucas falam. Por que esse prazer solitário ainda é um tabu?



Falar sobre sexo é fácil. Mas quero ver falar sobre o que você faz durante o banho demorado naqueles dias em que está sozinha e cheia de tesão. Você ruboriza, tosse, gagueja e faz de tudo para mudar de assunto o mais rápido possível. Taí: parece que ainda é um tabu falar sobre masturbação feminina.

É feio?

A masturbação é rodeada por mitos. O sexólogo Helio Felippe lembra que, por gerações e gerações, tanto mulheres como homens eram assustados por ameaças que envolviam prazer solitário e castigo. "Diziam que, se alguém brincasse com seus genitais, teria pêlos nas mãos, ficaria cego, aleija do ou até louco. Hoje supõe-se que todos saibam que essas histórias faziam parte de uma tática repressiva amedrontadora", afirma. Hélio acrescenta que estudos científicos comprovam que a masturbação não faz mal a ninguém - muito pelo contrário.

Ainda assim, muitas mulheres ficam melindradas com o assunto. "Na nossa sociedade conservadora e machista, muitas mulheres sentem culpa, medo, vergonha e nem falam muito à respeito dessa prática. Algumas nem conhecem direito o seu órgão genital, confundem vulva com vagina, não sabem localizar a uretra e o pior: o clitóris é um órgão esquecido", afirma o sexólogo.

Apesar do avanço do mercado de produtos eróticos voltados para o público feminino, com direito a boutiques eróticas só para mulheres e da ampla divulgação na tevê e no cinema do vibrador Rabbit, falar sobre masturbação feminina é delicado. "Quando falamos em masturbação é a masculina que logo vem à mente, não é mesmo? Nós mulheres também fazemos, porém não comentamos", diz Cristiane Ferlin, para quem se dedicar ao prazer solitário é muito bom. "Nos ajuda a conhecer melhor o nosso corpo, onde gostamos e como", conta.
Aliás, quando alguma mulher ousa tocar no assunto masturbação, a fala é sempre a mesma: "É uma maneira de conhecer melhor o próprio corpo". A questão é que, depois de ser apresentada e criar intimidade com cada milímetro do corpo, a gente continua se masturbando. Maria Clara diz: "Faço sempre que me dá vontade! Ainda mais quando estou doida pra fazer amor e meu marido só dorme ou quer ver TV", conta ela, dizendo que chega a sentir dores no corpo. "Daí, tento aliviar e relaxar assim. É uma forma de se conhecer cada vez mais e também de se satisfazer", diz ela.

Se toca

Tem mais gente que fala sobre o assunto com desenvoltura, como Samantha Freire. "Eu adoro masturbação. Nem sei quando me masturbei pela primeira vez, mas acho ótimo", se entrega. "A frequência varia, bem como varia nossa libido. Tem dias que dá até desespero por um orgasmo. Ui! Daí, se não tem mais ninguém para ajudar, servem os dedos mesmo. Aliás, servem muito bem", diz.

Quem acredita que nenhum homem saberá tocar uma mulher tão bem quanto ela mesma. "Assim como nunca os tocaremos como eles próprios se tocam. Mas eles podem aprender como é bom - a prática leva à melhora", ressalta ela, que curte se masturbar na frente do namorado. "Faço sozinha ou pra ele. Ele também faz pra mim e curtimos juntos. É demais", entusiasma-se.

Segundo o sexólogo Helio Felippe, toda mulher é capaz de atingir o orgasmo através da masturbação. "Em alguns casos mais difíceis, ela precisa antes familiarizar-se com a técnica masturbatória e liberar-se da culpa e de outros problemas psicológicos. Deve relaxar e ficar sozinha. No início talvez precise masturbar-se uma hora por dia durante várias semanas, antes de atingir o orgasmo. Uma vez conseguido o primeiro, cada orgasmo subsequente torna-se mais fácil de atingir", ensina.

Para Helio, a masturbação é a solução ideal para liberar a tensão sexual da mulher que está sozinha por qualquer razão - viagem, divórcio, isolamento. "A mulher que está suficientemente familiarizada com o seu próprio corpo para compreender com exatidão o que mais a agrada será uma parceira sexual mais aberta e sensível", afirma ele, lembrando que a masturbação não precisa ser praticada solitariamente. "Muitos casais gostam de se masturbar juntos, ou um ao outro, como parte das preliminares ou para atingir o orgasmo mútuo".



Dando uma mãozinha

Helio Felippe lembra que, se a masturbação manual for considerada muito cansativa, um vibrador pode ajudar: "Deixar a inibição de lado e visitar a Delice Sex Shop pode ser um programa bastante animado e excitante, principalmente se você for na companhia de amigas ou do seu parceiro". Isso pode colaborar para que a coisa aconteça com mais naturalidade e que não seja vista como um bicho de sete cabeças.
"De acordo com o nível de liberação, pode-se escolher desde acessórios excitantes, roupas íntimas, cremes até vibradores de diversos tamanhos, tudo para alimentar e apimentar as suas fantasias. Além disso, um espelho entre as pernas permite que a mulher observe a masturbação. Essa sensação visual muitas vezes é excitante", finaliza o sexólogo.

domingo, 6 de março de 2011

Consultora do mercado erótico dá dicas para mulheres comprarem o primeiro vibrador

Consultora do mercado erótico dá dicas para mulheres comprarem o primeiro vibrador
Descubra qual o seu perfil de consumidora e veja qual modelo pode ser mais indicado.





Comprar o primeiro vibrador é um pouco como jogar dados na sorte, diz Paula Aguiar.
Não há nenhuma maneira de saber qual você vai gostar, sem experimentar antes. Mas isto não significa que você não pode melhorar suas chances de acertar na compra.
Confira a seguir o passo a passo para encontrar o vibrador ideal para sua preferência:

:: Inicialmente escolha algo barato e versátil, que possibilite tentar coisas diferentes e se, por acaso não for tão incrivelmente maravilhoso, que não a faça se sentir mal por perder alguns poucos reais.

:: Você pode não saber exatamente o que você quer de um vibrador, mas se tem uma ideia de que tipo de estímulo mais gosta, isto pode ajudar a diminuir as opções. A melhor maneira de descobrir isso é através da masturbação. Se você não está confortável com a masturbação, o vibrador não vai resolver esse problema. Muitos vibradores são grandes estimuladores externos exercendo assim uma função masturbadora para que, na sequência, sejam usados para penetração.

:: O que você quer que o vibrador faça?
A maioria das pessoas escolhe vibrador baseado em utilidade. Os vibradores não são feitos para determinados tipos de pessoas, eles são feitos para determinados tipos de brincadeiras sexuais. Deseja algo para estimulação externa, penetração, ou ambos? Você está procurando um vibrador para sexo anal, um vibrador para ser usado no pênis, clitóris ou mamilo, algo para estimular ou relaxar? Pense nisto para escolher um modelo. O caminho para encontrar um vibrador ideal para você, pode ser tão divertido como usar o vibrador que você acaba de comprar.

:: Sozinho, junto, ou ambos?
Os vibradores não são feitos para pessoas específicas, mas alguns são projetados mais para usar sozinho ou para uso compartilhado. Muitas vezes, quando você escolhe um vibrador que é para o uso compartilhado, cada um tem que se comprometer um pouco com seu próprio prazer. Considerando que, se você está apenas tentando agradar a si mesmo, há menos critérios a cumprir. Alguns casais acabam adquirindo dois vibradores que usam em conjunto, enquanto outros preferem simplicidade e encontram um meio de usar um único que é bom o suficiente para ambos.

:: Quanto você quer gastar?
Nem sempre há uma correlação entre a qualidade e o prazer. Um vibrador barato pode ser tão divertido quanto um vibrador de luxo, mas provavelmente não vai durar tanto tempo.
Uma vez que você sabe o que gosta, invista em produtos de alta qualidade, pois têm maior durabilidade — e muitas vezes têm melhor design. Mas, para começar, e a menos que você tenha um monte de dinheiro para gastar, fique com produtos mais econômicos até ganhar experiência com os dispositivos: assim poderá comprar 2 ou 3, ao invés de um único modelo. Não há nada pior do que gastar dinheiro em um vibrador que acaba acumulando poeira na gaveta ao lado da cama.

:: Reagindo ao seu vibrador
Outra consideração antes de você comprar o seu primeiro vibrador é verificar se você tem algum problema de saúde como alergia, irritabilidade ou dor em alguma parte do corpo. Enquanto alguns fabricantes de vibradores estão tendo maior preocupação com os materiais que compõem os vibradores, outros ainda fazem um mistério em relação a composição e estes produtos podem até causar reações alérgicas.

Paula Aguiar (Consultora do mercado erótico e autora dos livros Guia de Negócios Sex Shop e Manuais My Vibe).